Cheguei em Pas de la Casa e fui logo procurando por informações.
Providenciei os requisitos para o dia seguinte. Amanheceu, eu acordei, tomei café no hotel, e saí já todo preparado e ansioso.
Logo na recepção, fui informado: 68 euros por duas horas! É caro, mas... Fazer o que, né?
Esse negócio de ser turista é caro assim mesmo. Mais uma informação: o nome dela é Tatiana!
Algum tempo depois, no local combinado, chega uma baixinha me olhando estranho, e pergunta.: Joao (sem o til mesmo, eles não sabem pronunciar o til)? E começamos a conversar, ela me perguntou de minhas experiências anteriores, se era a minha primeira vez, etc. ... Disse pra eu relaxar que tudo sairia bem.
Partimos então para o básico... Tranqüilo! Horas ela de frente pra mim... Horas ela de costas... Alguns desentendimentos quanto ao posicionamento... E ela me ajudando a levantar. No meio da conversa mole, descobri que ela era Andorrana mesmo, nascida em Andorra! Primeira e única que conheci, porque em Andorra o povo é todo de fora.
Depois de 15 minutos, Tatiana ficou surpresa com meu desempenho e lançou o desafio: vamos complicar um pouco isso... E eu, otááááááááááááááário, querendo me fazer de bonzão, fui!
Mais conversa mole, ela me ensinando a me movimentar sem perder o ritmo, mas não era nada fácil acompanhar a baixinha... Eu estava começando a me machucar... Começou a doer as costas e meu dedão da mão esquerda (o que já quebrei um dia). Depois começaram a doer as pernas, de tanto ficar levantando.
Faltavam uns 20 minutos, eu já acabado, quando a baixinha pediu: vamos pra vermelhinha? Bora? Você está indo tão bem! Sabe como é, né? Otário tem mais é que se f.... E lá fui eu com a baixinha pra vermelhinha. Decolei de frente pra cair de cara algumas vezes, cheguei até a machucar o rosto... E a sacana só rindo e me ajudando a levantar e me orientando com os movimentos...
Quando ela tomava as rédeas da situação tudo ficava fantástico, mas quando ela me colocava no controle... Que decepção comigo mesmo! Cumprimos o objetivo do final da vermelhinha e ainda faltavam 5 minutos.
Tatiana dizia: come on, Joao, come on, just a little bit more... Give me just one more! E eu lá, deitado, com o corpo todo dolorido, pensando: PINICO! PINICO! PINICO!
Agradeci a Tatiana a atenção, mas expliquei a ela que o “tio” aqui já não agüentava mais nada!
Ela riu, com cara de quem estava cansada de ver essa cena, afinal ela é paga pra fazer isso todos dias... As vezes mais de uma vez por dia!
E eis que voltei pro hotel, cabisbaixo... E refletindo... Que surra que tomei de Tatiana... Minha professora de Snow Board!
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