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10 janeiro 2009

Será que tem tanto mané assim por aqui?

Morando em Barcelona, tive conhecimento da existência de um livro chamado “Manual do Mané: Guia de Auto-Ajuda para o Homem Que Vacila”.



Tirei isso de um site:

VERDADE universal número zero: todo homem tem medo de mulher. Mais do que isso: todo homem tem verdadeiro pavor de uma mulher que demonstre estar apaixonada por ele. Se as mulheres entendessem (mas entendessem mesmo) esse pavor íntimo que nós, homens, sentimos ao farejar uma torrente emocional feminina prestes a nos arrastar a suas profundezas, muitos de nossos comportamentos (nossas fugas, basicamente) seriam compreendidos por elas.

Fuga. Todo homem tem traçada sua rota de fuga dos tentáculos femininos. Se somos ceróis, cafajestes insensíveis, comemos as mulheres e saímos fora sem dar maiores satisfações. Se somos manés cheios de escrúpulos, não comemos ninguém, ficamos no cinco-contra-um (justiça com as próprias mãos, id est, punheta) e depois vamos jogar mais uma partida de Doom 2 no micro. Mas ambos - ceróis e manés - no fundo estão fugindo das mulheres. Conservando intactos seus universos infantis, narcisistas e egocêntricos. Todo homem é um garoto de quinze anos que quer continuar a ser indefinidamente um garoto de quinze anos. E todo homem tem um lado que odeia as mulheres e suas torrentes emocionais, pois elas sempre, sempre insistem em nos puxar para a vida adulta e a maturidade.

Isso não está explicitado no livro Manual do Mané - Guia de Auto-Ajuda para o Homem Que Vacila, mas pode ser depreendido de sua leitura. Por trás de sua superfície engraçada, o livro revela verdades psicológicas profundas e bastante sérias - se se quiser tomá-las a sério - sobre a psique masculina.

O livro é estupendo na caracterização que faz desses dois tipos, o mané e o cerol. São tipos bastante elucidativos sobre o que os homens são. O mané, na definição do livro, é aquele cara que vacila ante a mais óbvia sugestão que uma fêmea lhe dá de que toparia ser catada por ele. Quando isso acontece, ele é tomado pela síndrome de tecla pause - fica paralisado, aterrorizado, incapaz de agir. E, se tenta agir, faz cagada. Diz coisas inconvenientes, faz piadas bobas, carboniza irremediavelmente o próprio filme. E depois chora sobre o leite derramado. Em suma, o mané, embora adore, idolatre, seja fanático por mulher, é um ser completamente destituído de timing para se relacionar com o sexo oposto.

"O mané é antes de tudo um fraco. Ele sabe que não pode ligar, mas liga. Ele sabe que não deve mandar flores, mas manda. (...) Até por isso, na fornalha do destino existe uma fila de tragédias prontinhas esperando por ele. São tragédias várias. Mulheres mancas dizendo não. Banguelas rindo e fazendo o sinal de jóia ao contrário. E por aí vai."

Meu amigos, familiarizados com a situação, me recomendaram a leitura. Na verdade, todos leram e se identificaram de alguma forma.

Já que vim a Salvador, resolvi comprar o livro. Rodei pelos principais shoppings da cidade (Barra, Itaigara, Iguatemi e Salvador), passando por todas as livrarias. Todas elas têm o livro em seu catálogo, mas nenhuma possuía exemplares disponíveis.

Fui então buscar o livro na Internet... Submarino, Americanas e Siciliano não possuem o livro no catálogo, e na Saraiva: "Disponibilidade: Produto em falta. Previsão de Entrega: Não disponível."

Será que tem tanto Mané assim por aqui???

11 novembro 2008

Bro Code

Já faz algum tempo que comecei a acompanhar a série “How I Met Your Mother”, da CBS. Foi uma recomendação de um amigo de Polho que nos fez começar a assisti-la. E a série é realmente muito divertida, no estilo Friends (episódios de 30 minutos, relação entre adultos homens e mulheres, vivendo em Manhattan neste caso).

Segundo a Wikipedia:
How I Met Your Mother é um sitcom da CBS criada por Carter Bays and Craig Thomas.

A série gira em torno da vida de Ted Mosby, que é narrada pelo o próprio 25 anos mais tarde aos seus filhos, e dos seus amigos. Bob Saget como Ted Mosby do futuro conta então aos filhos as histórias e peripécias que o levaram a conhecer a sua mãe. As outras personagens principais são Marshall Eriksen, Robin Scherbatsky, Lily Aldrin e Barney Stinson. A série tem recebido críticas bastante positivas.


O personagem mais divertido é, sem sombra de dúvidas, o Barney Stinson !

Inclusive, a série lançou um livro como se ele tivesse sido escrito pelo personagem: The Bro Code!


Eu comprei! Foi meu presente de aniversário a mim mesmo!

29 setembro 2008

Ensaio sobre a cegueira

Terminei de ler recentemente “Ensaio sobre uma cegueira”, de José Saramago.



O romance nos mostra o desmoronar completo da sociedade que, por causa da cegueira, mostrando a profunda humanidade dos que são obrigados a confiar uns nos outros quando os seus sentidos físicos os deixam.

A história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas também das suas vidas espirituais e da dignidade que tentam manter.

Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.


Há um filme já sobre o livro, dirigido pelo Fernando Meirelles e estrelado pela Julianne Moore.

O livro (creio como assim como o filme, que segundo a crítica britânica no Festival de Cinema de Cannes foi classificado como “deprimente”) não é de fácil digestão. Mostra facetas dos seres humanos que realmente nos fazem refletir. Mas gostei de ter lido...

Agora, falta ver o filme.

07 setembro 2008

Uma vida em alta velocidade - Emerson Fittipaldi

O pai da pequena Laïs (desculpe, Beto, mas quando os filhos nascem, os pais perdem um pouco de suas identidades) me emprestou o livro Uma vida em alta velocidade, de Emerson Fittipaldi.

Sempre gostei de carros, e corrida de carros.

O livro (que ainda não terminei de ler) conta como, desde pequeno, Emerson se envolvia com o mundo das corridas: como mecânico, como piloto.

O que achei mais interessante do livro até agora é o contexto histórico dele. Como o livro aborda a falta de segurança que havia nos carros, tanto de corrida quanto de passeio (Emerson sofreu um acidente gravíssimo na Europa com sua primeira esposa numa estrada, e na época ninguém usava cinto de segurança).

Fala também de como era sair da Inglaterra de caminhão até a Itália, tendo que passar pelas fronteiras (com Bélgica, com Alemanha, com Suíça) que hoje já não existem.

Fala de muitos lugares que ele conheceu tendo que correr, pessoas, nomes consagrados para nós hoje que na época eram iniciantes...

Outra coisa curiosa da história contada é que morre muita gente nela, principalmente os pilotos! Era comum nas décadas de 60 e 70 que morressem pelo menos três pilotos por ano em acidentes fatais.

As mortes aconteciam devido à falta de segurança dos carros, unidos ao amadorismo na assistência (a segurança das pistas, equipe médica e equipe de apoio). Era comum na época que um piloto parasse para tentar salvar o que havia se acidentado.

Procurando no Youtube, achei um vídeo que mostra isso muito bem:



Nesse vídeo, o momento mais comovente é o que acontece a partir do segundo minuto (02:20 pra ser mais preciso)... Quando um piloto tenta desesperadamente salvar outro tentando desvirar o carro que começa a pegar fogo...

During the race, Williamson suffered a sudden tyre deflation, which pitched his car into the barriers at high speed and catapulted it 300 yards (275 metres) across the track, eventually coming to rest upside down against the barriers on the other side, during which his petrol tank had ignited while being scraped along the track. A fire began to take hold and Williamson was unable to extricate himself. Fellow driver and friend David Purley, although not a teammate of Williamson's, abandoned his own race in a desperate and valiant attempt to rescue him. Williamson had not been seriously injured by the impact, and was heard shouting to Purley to get him out of the car as Purley tried in vain to turn the car upright. Initially the commentators on Dutch TV, race control and some of the other drivers participating in the race assumed that it was Purley's car that had crashed and that the driver had escaped unharmed. As a result the race continued at full pace while Purley desperately tried to save the life of his friend.

The fire marshals stationed at the corner where the accident occurred were both poorly trained and badly equipped, and it was left to Purley to snatch the sole fire extinguisher and attempt to put out the fire. The marshals, who were not wearing flame retardant overalls, stood by as Purley tackled the fire, awaiting the arrival of the fire truck, which had to navigate across the track while the race was still in progress. There appeared to have been ample time to right the car and pull Williamson out, but as desperately as he tried, Purley was unable to do it by himself, and the marshals, in shirts and jackets, were unable to help due to the intense heat. With the fire extinguisher emptied and the car still burning upside-down, the situation became hopeless, and the distraught Purley was led away by a marshal. Some spectators, appalled at Williamson's plight, tried to breach the safety fences in order to help Purley, but were pushed back by track security staff with dogs. It was some eight minutes before the first fire truck arrived on the scene. By the time the car was eventually righted, and the fire extinguished, Williamson had died of asphyxiation.


Achei na Wikipédia um artigo que tem a lista de óbitos da Fórmula 1. Nela tem o link para a página com o artigo sobre o Roger Williamson (piloto que morreu).

Hoje certamente não existe mais esse companheirismo na Fórmula 1... É uma pena que com a melhoria da segurança se tenha perdido tanto do lado pessoal que havia nos tempos "aventureiros" das corridas.