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12 janeiro 2023

Reunião de família parte II - SSA-IOS

 O primeiro pernoite no Brasil (quase que praticamente para não "dormirmos" no aeroporto esperando o voo para Ilhéus) foi no apartamento de Dona Ana, no quarto de Dona Ana. 

Gui dormindo na cama da avó

A diferença do tempo em São Torcato e Salvador era de "somente" 20 graus!



Acordamos "cedo" para Salvador. Por volta das 06:30 até o Gui já havia acordado.

No café-da-manhã, Gui, acostumado a tomar leite achocolatado nessa hora, provou e não gostou do Nescau prontinho. Acabou tomando café com leite.

Nil chegou cerca de uma hora antes de termos de sair, mas não deixamos de conversar um bocadinho e deixar o momento registrado.

Eu, Nil e Gui

Hora de seguir no modo viagem... Pedimos um Uber até o aeroporto. O deslocamento foi tranquilo mas meio "aborrecido" para o Gui, que aproveitou para tirar o atraso do sono.

Soneca no Uber até o aeroporto

Já no aeroporto, encontramos nossos companheiros de viagem, fizemos o check-in, passeamos um bocadinho para ver o que havia mudado no aeroporto (muitas mudanças desde a última vez que estive por aqui), e fomos almoçar antes de passar para a área de embarque.

A turma do trecho SSA-IOS: eu, Memel, Gabriel, Rafaela e Gui

Depois do almoço, passamos para a área de embarque e Gui fez questão de pedir uma sobremesa:

Sobremesa!

A espera pelo nosso voo foi curta...


Espera na área de embarque

O embarque do voo foi anunciado no horário previsto, e logo embarcamos.

Embarcados!

Gui notou muitas diferenças entre o voo da TAP (internacional) e o voo da Azul (doméstico, de custa distância).

Por exemplo, o avião da Azul não tem coletes salva-vidas, mas o assento da poltrona é destacável e flutuante.

Uma coisa que ele gostou mesmo foi do controle do ar-condicionado. Enquanto a tia Memel levou casaco para o voo pois costuma sentir frio (mesmo desligando o fluxo do ar-condicionado para o lugar dela), Gui fez questão de abrir todo o fluxo e pediu-me para ajustar a saída de ar para que ficasse soprando exatamente na cabeça dele!

E viva o ar-condicionado!

Não levou muito tempo, o avião começou a taxiar. Vimos outras aeronaves decolando e pousando enquanto nos deslocávamos para a cabeceira da pista.

O avião então parou pouco antes de entrar na pista de decolagem, e o Gui perguntou porque havíamos parado. Eu expliquei que a mesma pista é usada para pousos e decolagens. Então, o comandante só pode entrar na pista quando autorizado, pois pode haver outro voo pousando. Ele então perguntou-me se já havia acontecido acidentes por conta de pilotos não seguirem as instruções da torre de comando, e eu dei o exemplo do maior acidente de aviação (em número de vítimas) da história: o desastre aéreo de Tenerife.

Observando o movimento na pista

Decolamos tranquilamente, fizemos um giro à direita e pudemos vislumbrar a orla de Salvador! Num momento como estes parece que tenho uma overdose de memórias... Para cada lugarzinho que reconheço veem lembranças de momentos dos anos em aqui ai vivi.

A peninsula de Salvador e a ilha de Itaparica

O pequeno, depois de cansar de observar a paisagem, disse que queria agora desenhar o avião da Azul.




Olho no folheto de segurança, desenha mais um pouco...

O desenho do avião da Azul

O lanche foi servido, e o Gui adorou o amendoim com casca dura (o "amendoim japonês").

Na tela do sistema de entretenimento, notamos um bug no mapa que, num dos "zooms" sobre a rota do voo, posicionava o avião pra lá de Vitória da Conquista! Curiosamente, era somente em uma das telas. Todas as outras pareciam estar corretas.




Na aproximação, o voo foi até Itabuna para fazer a volta e apontar para Ilhéus de frente para o oceano. Muitas nuvens no céu, algumas chacoalhadas, e o Gui disse: "Estamos encima de um rio!"... Eu comentei com ele que o aeroporto de Ilhéus tem uma pista curta com o rio de um lado e o mar do outro. Não há muita margem para erros.

Quando a aeronave tocou o chão, o reverso se fez sentir com bastante força. O Guilherme comentou que o piloto deveria estar "travando" pra não cair no mar!

Pousamos em Ilhéus

A farra em Ilhéus estava só começando...

Todos no carro de tia Gabi!


Reunião de família parte I - PT-BR

A última vez que estive no Brasil foi no final de janeiro (e início de fevereiro) de 2017 (quase 6 anos atrás).

Eu e Gui em 2 de feveiro de 2017, numa praia do litoral norte de Salvador

Meu pequeno era ainda mais pequeno.

Este ano resolvi aproveitar uma conjunção de visitas à minha mãe para matar as saudades! Grazi infelizmente não pode participar desta vez por conta das aulas do mestrado, mas eu e Gui nos preparamos para passarmos uns dias do inverno no hemisfério norte no verão do hemisfério sul.

Malas prontas


Na primeira perna desta viagem, Grazi nos levou até a estação de trem de Guimarães onde, por volta das 08:00 (horário de Portugal), pegamos um urbano em direção ao Porto (Campanhã).

Eu e Gui no urbano em direção ao Porto

Viagem tranquila, clima bom (a chuva insistente deste inverno resolveu dar uma trégua), e mesmo com um pequeno atraso chegamos à estação de Campanhã com folga para pegarmos o trem para Lisboa.

Eu e Gui em Campanhã, aguardando o Alfa Pendular

Embarcamos no Alfa Pendular em direção a Lisboa e para o deleite do Guilherme, havia WIFI a bordo.

Já no Alfa Pendular


A viagem de trem foi bastante confortável. O Guilherme conseguiu ver os vídeos do YouTube que ele gosta, conseguiu jogar os jogos que ele gosta, e também conversamos um pouco sobre a viagem. O único ponto negativo foi que eu havia escolhido os lugares do lado do trem que batia sol... Tenho que pensar melhor nisto da próxima vez.

Hora da merenda

Depois de cansar da "telinha" e de merendar, o Gui finalmente resolveu se entregar a um merecido cochilo para quem madrugou.

Cochilo no Alfa Pendular

Chegamos a Lisboa (estação Oriente) com um pequeno atraso também e pegamos um taxi para o aeroporto (prático, rápido e barato).

Como já havíamos feito o check-in e não havia bagagens a despachar, fomos diretamente para a área de embarque. Quando Gui passou pelo detetor de metais as luzes vermelhas acenderam e ele teve que passar por uma verificação rápida manual. A inspetora coletou amostras das mãos dele e da região do botão da calça jeans e colocou numa máquina que não acusou nenhum problema.

Já na área de embarque, antes de passar na imigração, fizemos um "check-point" no banheiro e depois fomos almoçar (por volta das 13:30 horário de Lisboa).

Hora do almoço no aeroporto de Lisboa

- Eu: "Gui! Escolha o que quer comer!"

- Ele: "McDonalds!"

Depois de almoçar, hora de avançar para "saírmos da Europa". Gui perguntou: "Como assim saírmos da Europa?!?!"... Eu expliquei que depois de passarmos pela imigração nós entraríamos numa área do aeroporto que era "internacional".

Pra minha surpresa, era exatamente o que as placas no aeroporto informavam!

Em área internacional, ainda no aeroporto de Lisboa


O voo para Salvador deveria ser numa das aeronaves mais novas (destas que tem WIFI a bordo), mas infelizmente viajamos num Airbus A330-202, o Pedro Nunes.


Não que estivéssemos desconfortáveis, mas até uma aeromoça comentou conosco que a experiência nos Airbus NEO era bem melhor.


Devidamente embarcados! Prontos para cruzar o Atlântico e a linha do equador

O Gui havia demonstrado algumas preocupações com "voar" (apesar de já ter voado bastante quando mais novo).

Lemos o folheto de segurança da aeronave juntos (antes da apresentação na tela). Gui ficou curioso sobre o desenho da pessoa engatinhando (em caso de incêndio), mas essa foi fácil de explicar. Ele assistiu ao vídeo de segurança, ficou super curioso com a "telinha" do voo (queria saber se haviam jogos, pois ele notou os comandos parecidos com os dos video-games).

Decolamos no horário previsto. Gui ficou encantando com as vistas do Tejo e de Lisboa.

Desconectado, Gui pegou o bloco de notas dele e começamos a brincar de "complete o meu desenho", onde a cada vez um de nós tentava continuar o desenho começado (ou continuado) pelo outro.

Depois, Gui resolveu tentar desenhar o avião em que voávamos, olhando para o folheto de segurança.

Desenhando o avião...

Olhando para o folheto de segurança...

E o resultado!


Quando anunciaram o serviço de bordo, Gui perguntou-me se eu poderia mostrar o desenho à aeromoça. Eu pensei comigo mesmo: "Para que isso?!", mas resolvi acatar o pedido dele.

A aeromoça, extremamente simpática, disse que havia adorado o desenho e disse que, se o Gui quisesse, ela depois viria buscar o desenho para mostrá-lo ao comandante.

Hora do almoço? Merenda? Jantar?


O céu estava com muitas nuvens e, por conta do por-do-sol, o visual era muito bonito apesar de não conseguirmos ver o que estava por baixo das nuvens. Isso até que começamos a sobrevoar as Ilhas Canárias.

18:21 UTC - Sobrevoando as Ilhas Canárias

Perguntei a Gui se ele conseguia ver alguma montanha... E eis que conseguimos avistar (o que acho que pode ser) o Teide.

Os picos acima das nuvens nas Ilhas Canárias

7 horas e meia de viagem é muito tempo para qualquer um... Imagine para crianças então. Mas, como diria minha irmã Ana Amélia, "não tendo nenhuma preocupação com as contas a pagar" os pequenos acabam dormindo fácil.

Um cochilo de 2 horas...

Gui conseguiu dormir um pouco (umas 2 horas). A aeromoça veio buscar o desenho dele e depois devolveu-me "autografado"!

Desenho "autografado"!


Quando Gui acordou ainda faltavam 3 horas para chegarmos! "Ainda falta tudo isso!!!" disse ele quase desesperado.

O Gui tentou procurar pro jogos no sistema de entretenimento do avião, mas sem sucesso. Depois (influencia do "Google") notou que o sistema tinha uma "lupa" para fazer buscas. Gui então digitou "jogos" e a "ampulheta" do sistema começou a rodar... E não parou até que o avião pousou! Tentamos de tudo usando o comando do sistema, mas ele nem concluía a busca nem mostrava resultados. Será que achamos um bug?

Usando o meu celular, jogamos "Risk" e ele mais uma vez venceu a partida (está virando rotina). Jogamos paciência também. Conversamos um pouco mais sobre a geografia da América do Sul (ele perguntou se era fácil visitar a Argentina a partir de Salvador... O que a copa do mundo não faz uma criança pensar), e sobre as dimensões do Brasil.

Fizemos mais um lanche no avião antes de pousarmos... E começamos os preparativos para o pouso... Mostrei "as asas abrindo"... Ouvimos o "bang" do trem de pouso descendo...

Ele tinha a impressão que o pouso seria muito barulhento... Contudo, o pouso foi extremamente suave... Ele comentou, impressionado: "Que pouso macio! Nem pareceu que pousamos! Palmas para o comandante!" e aplaudiu.

No desembarque, a chefe de cabine, Guilhermina, nos convidou para visitar a cabine e falar com o comandante!

Comandante: "Meus parabéns pelo teu belo desenho!"

Gui: "Obrigado! E meus parabéns pela bela aterrissagem!!! Ela foi muito suave!"

Comandante: "Às vezes nós acertamos!"

Finalmente, às 01:15 do dia 12 (horário de Portugal) ou às 22:15 do dia 11 (horário do Brasil), encaramos a fila da imigração e chegamos!

Chegamos em Salvador!

Pernoite na casa de Dona Ana para continuação da viagem até Ilhéus no dia seguinte!

06 abril 2015

Férias de Páscoa 2015

Este ano me comprometi com minha esposa para ajudá-la durante a Páscoa. Ela queria fazer um curso intensivo de Doula e Educadora oferecido pela Gama extraordinariamente em Portugal.

O curso foi realizado numa casa no Vale dos Alhos, perto de Odeceixe, com aulas durante todos os dias (manhã e tarde) da semana santa (de segunda a sábado).

O problema (que necessitava da minha ajuda) era que alguém teria que ficar no local do curso tomando conta de Guilherme, nosso filho de 7 meses, porque ele ainda amamenta (e essa é ainda sua única fonte de alimentação).

Consegui programar umas férias no trabalho e fomos de carro para o curso (660Km de distância).

A organização do curso oferecia o café da manhã, o almoço e o jantar... Sempre com refeições quase 100% vegetarianas.

O acesso à internet (GPRS) no local lembrou-me dos tempos dos MODEM 33600... Só mensagens de texto fluíam com facilidade (quando conseguíamos sinal).

O local do curso também não tinha TV.

Resultado: fiquei uma semana comendo comida vegetariana, sem TV, sem computador, praticamente sem Internet (consegui mandar algumas fotos pelo WhatsApp pra família e nada mais), sem notícias do mundo... Só eu e meu filhote (a maior parte do tempo) com momentos rodeados por mulheres e outros bebês e crianças.

Acho que o resultado final foi melhor que o esperado... Penso em planejar umas férias de Páscoa para 2016 no mesmo estilo... Unplugged! Mas que dessa vez Grazi também esteja livre pra curtirmos nossa família.


01 dezembro 2014

Com muito amor e carinho para a minha sogra

Muito obrigado por tudo Dona Carminha!

Muito obrigado por ter tido essa filha tão bonita e tão única com a qual eu me casei! Amo muito a sua filha, e sei por ela o quão você foi importante na educação dela, na formação da personalidade dela.

Muito obrigado por ter vindo nos ajudar no nascimento do seu netinho! Sei que para você a satisfação de carregá-lo no colo foi suficiente para justificar toda e qualquer situação pela qual tenha passado para estar aqui conosco!

Muito obrigado por nos proporcionar dias tão únicos e especiais nas nossas férias pré-nascimento de Gui em Setúbal! Nossos passeios, idas à praia, ao Cego, restaurantes, cinema, museus…

Muito obrigado por confiar em mim e em sua filha nas nossas escolhas quanto ao nascimento de Guilherme. Você bem constatou e testemunhava a todos que perguntavam que ele é realmente uma criança ótima!

Muito obrigado também por ficar do meu lado 90% das vezes nos pequenos desentendimentos que eu tive com sua filha enquanto você estava por aqui... Foi muito bom para ela ver que nós (eu e você) tínhamos muito em comum... E que ela ainda vai lembrar muito de você enquanto eu for “chato” com ela.

Muito obrigado por todo amor e carinho com seu netinho! Eu que sou testemunha desses três meses de relação vi o quão ele era especial para você... E o quão você era especial para ele! As fotos e vídeos que temos registrados nos ajudarão a contar todas as histórias curiosas desses três meses para ele… Assim, não precisa se preocupar que você nunca será esquecida!!!

Pequenos detalhes da vida, como olhar um céu limpo e observar as estrelas me fazem lembrar você... Coisas que aprendemos um com o outro, sonhos e desejos que compartilhamos... E que ainda ainda pretendo realizar!

Tenha a certeza que a falta e a saudade que você deixou é tão grande que nem se compara com o “trabalho” que você achava que dava!

Descanse em paz que eu seguirei cuidado muito bem da sua filha que eu amo tanto, e do fruto do nosso amor, seu netinho Guilherme!

25 novembro 2012

Traslado de Pudong para Suzhou


O voo pousou pontualmente no Aeroporto Internacional de Pudong (China). Depois de 11 horas de voo, nada melhor que espaço para poder se esticar em terra firme.

Depois de passar pela imigração sem maiores problemas, segui as indicações no aeroporto para os “Ônibus para Longa Distância” (em inglês, claro). A paranoia do turista estrangeiro que acha que pode estar fazendo besteira começa: “porque será que não tem mais ninguém vindo pra essa região do aeroporto?”

Observo um display com a lista de ônibus para longas distâncias: ônibus número 8 com destino a Suzhou. Preço: 84 Yuan! Acho o acesso à estação de ônibus...

Chego exatamente na hora do próximo ônibus. Passo pela verificação de bagagem (uma máquina de raios-x e um detector de metais)... Chego ao guichê e falo (o que eu imagino serem os fonemas de): “Suz-hu”. A moça me responde: “Su-Dzou?” teclando algo no caixa e aparece no display um, entre um monte de símbolos, um número 8 e um número 84! Não tem errada! O número do ônibus e o preço! Sinalizo positivamente e ela me vende a passagem para o próximo ônibus, que sairia em meia hora, e me apontou a sala de espera.

Existem dois portões de embarque. Em cada um tem um display com símbolos e com um horário. Nenhum mostra o horário do meu ônibus. Hora de relaxar um pouco. Ligo pra Grazi (e acordo ela pois são 07:20 em Barcelona) e digo que cheguei bem e estou a caminho do hotel.

Depois de quase meia hora de espera, aparece num dos displays “14:20”, o horário do meu ônibus... Observo as pessoas levantando e encaminhando-se ao portão... Sigo o fluxo, tentando parecer local, como se minha cara (com cavanhaque) não denunciasse o quão longe de casa eu estava.

O ônibus... Bem, vou chama-lo de marinete a partir de agora. A marinete não era nem nova, nem moderna. O motorista, “Marivaldo”, olhou minha passagem, apontou pr’eu colocar minha bagagem no bagageiro na parte de baixo da marinete e subir. Cinco pessoas (eu inclusive) entraram na marinete!

Observo a poltrona do motorista. Um balde daqueles plásticos grandes para tinta à direita... Provavelmente pras “escarradas”. Marivaldo, que fala “chongas” de inglês, entra, revisa uma papelada, dá a partida na marinete e arranca devagar.

Na saída da estação, um posto de segurança da polícia para a marinete, verifica o que acho ser a lista de passageiros, olha pra dentro da marinete, conta, devolve a lista pra “Marivaldo” e desce. Abrem o portão da estação... A viagem está só começando!

Minha primeira observação: quase todos os taxis são “Santana”! Sim, o bom e velho “Santana” da Volkswagen. Desde os primeiros modelos (mais quadradões) até os últimos vendidos no Brasil (talvez até mais modernos). Me lembrou a São Paulo de alguns anos atrás, onde fora de um aeroporto só se via taxis “Santana”.

Marivaldo faz um retorno à esquerda e, ao sair do retorno, pega a estrada, mantendo-se à esquerda (numa pista de três vias). Ele acelera até 100Km/h, coloca em ponto-morto, espera a velocidade chegar a 80Km/h, engata a marcha outra vez, acelera até 100Km/h... E fica nesse loop até que algum carro apareça diante dele. Ele então buzina efusivamente... Pelo menos umas três vezes... E se não saem da frente ele joga pra pista do meio, acelera e passa, voltando pra pista da esquerda. Na primeira vez que “Marivaldo” fez uma ultrapassagem dessas, ele quase acertou o muro à esquerda da pista, dando um baita susto em todos (os cinco) passageiros! Uma passageira chegou até a gritar. Observando um pouco mais, entendi o que havia acontecido: a direção tinha uma folga de uns 15 graus!!!

Tentando me distrair com a paisagem, observo a linha do Maglev (http://pt.wikipedia.org/wiki/Transrapid_de_Xangai) ao lado da linha do metrô (ambas em paralelo à estrada)... Vejo um Maglev passar... Mas “Marivaldo” se reta com os carros à frente dele e, pra não passar por cima, segue ultrapassando pela direita (depois de buzinar bastante).

Vejo todas as marcas de carro... Das mais luxuosas às mais normais... Observo um Astra do modelo novo que não é nem “Opel”, nem “Chevrolet”, nem “Vauxhall”... É “Buick” (http://en.wikipedia.org/wiki/Opel_Astra)!

Fui informado previamente que a duração da viagem seria de aproximadamente duas horas. Perto de terminar a primeira hora, chegamos à estação rodoviária do Aeroporto de Hongqiao, nossa primeira parada. Marivaldo desliga a marinete e desce. E com ela, me vem uma dúvida: quantas paradas esse ônibus vai fazer? Eu imaginei que ele pararia somente no centro Suzhou, onde pesquisei que ele pararia... Como vou saber qual é a minha parada?

Bem, graças à minha colega Sandra, que viajou a Pequim recentemente, eu levava comigo uma lista de lugares (a suposta estação de destino em Suzhou, o nome e o endereço do hotel, o nome das paradas de metrô e ônibus próximas ao hotel) com o nome em inglês à esquerda e o nome em chinês à direita (thanks google translator).

De antemão eu sabia que o Aeroporto de Hongqiao estaria mais ou menos à metade do caminho.

Depois de 5 minutos de espera, “Marivaldo” voltou. Entraram mais cinco passageiros. Marivaldo ligou a marinete e voltamos à estrada.

Depois de mais ou menos vinte minutos de estrada (com as buzinadas e ultrapassagens de “Marivaldo”) eu finalmente vi uma placa com o nome “Suzhou” dizendo que faltavam uns 64 quilômetros.

As placas dos carros por aqui são azuis com letras brancas. A única vez que “Marivaldo” tomou um “chega-pra-lá” na estrada, abriu passagem e ficou pianinho sem buzinar pra reclamar foi quando passava um Audi A6 preto com placa branca com letras pretas. Consultando a Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Vehicle_registration_plates_of_the_People's_Republic_of_China), veículos da polícia, militares e das forças armadas usam esse tipo de placa. “Marivaldo” é “brabo” mas não é burro não!

Alguns minutos mais tarde, entramos uma zona urbana. Procuro ler as placas com os nomes das ruas (as que tinham os nomes em inglês ao menos) e não reconhecia nada que fosse próximo ao hotel que eu me hospedaria.

Observo alguns passageiros arrumando suas coisas... A marinete para... “Marivaldo” diz algo... Abre a porta e desce. Três passageiros descem também. Fico um pouco apreensivo e mostro minha passagem a um rapaz que ainda estava na marinete acompanhado de uma mulher e uma criança de colo. Para minha sorte, ele fala comigo em inglês e me informa que aquela é uma parada fora do centro da cidade de Suzhou, e que se o hotel onde eu me hospedaria fica no centro histórico da cidade, certamente aquela não é a minha parada.

“Marivaldo” entra na marinete, fecha a porta e arranca... Mais uns 5 minutos vejo uma placa com indicação da rua onde fica o hotel! Imagino que a minha deva ser a próxima parada... A marinete entra na rua... E vejo o hotel! Beleza! A marinete ainda avança pela rua uns bons dois quilômetros e “Marivaldo” para e abre a porta. Mostro a ele o endereço que eu tinha anotado do lugar que me informaram como referencia (em chinês) e ele aponta pra uma loja do outro lado da rua. Perfeito!

Desço da marinete, pego minha mala, e vou caminhando até o hotel... Recebendo (lá ele) olhares de todos que passam por mim no sentido contrário... Olhares como aqueles que observam um “bicho” raro pela primeira vez...
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A viagem de volta para o aeroporto não teve muitas aventuras. O motorista do ônibus (esse sim posso chamar de ônibus) só acionou a buzina uma única vez!

12 julho 2010

Notícia triste...

Ontem eu recebi uma notícia triste, daquelas que a distancia da família deixa ainda pior pela sensação de não poder estar lá para prestar minha solidariedade em pessoa.

Faleceu tio José Mário Ramagem Franco, ou tio Zé Mário.

Casado com minha tia Rege (irmã de minha mãe), foi o herói que “aturou” as irmãs “Pereira Dias Lima” por mais tempo! Todos os outros maridos das irmãs “Pereira Dias Lima” ou faleceram ou se desligaram da família (de fato, um se desligou primeiro, mas também já é falecido).

Herói porque conheço minhas tias e minha mãe, e sei que as personalidades são muito diferentes... Às vezes com opiniões e convicções muito fortes... Mas, sobretudo, procuram manter-se unidas, sempre saindo juntas, procurando até morar próximas umas das outras. Ou seja, viver com uma significava viver com “todas”!

Tio Zé Mário já estava na casa dos oitenta e alguma coisa. Engenheiro, sempre falava dos tempos de Paulo Afonso e da CHESF (vide este link).

De fato, meus primeiros contatos com computadores foi na casa de tio Zé Mário, que tinha um TK3000 IIe Compact, computador que meses depois eu compraria um bastante similar pra mim (isso em idos de 1988) e que começaria mergulhar no conhecimento informático.

Curiosamente fazendo aniversário no mesmo dia que eu, Tio Zé Mário também foi protagonista daquela ajuda para um cineminha que engrossava a mesada... Isso porque eu já estava a esse ponto dominando microinformática (na era dos PC 286/386) e fazia “bicos” de instalação e manutenção de programas. Tio Zé Mário era cliente assíduo por estar sempre buscando programas mais avançados e atualizações pra deixar o hardware dele mais potente.



Na foto acima, tio Zé Mário ao meu lado no XI Hot Dog Festival, o último realizado no Brasil, em quatro de novembro de 2007. Tio Zé Mário, como sempre me lembro dele, vestindo uma camisa branca.

Numa das histórias que mais me lembro de tio Zé Mário, estávamos eu e meu primo Alessandro tomando café da manhã na casa dele, juntamente ele e tia Rege. Era provavelmente a manhã do dia 10 de novembro de 1996, estávamos os quatro à mesa, comentando a vitória de Holyfield em cima de Mike Tyson na madrugada anterior.

Tio Zé Mário então comentou do hábito de tia Rege de dormir cedo, bem diferente do dele que madrugava vendo TV ou no computador. Quando ele disse algo do tipo:
Toda noite é assim!
Ela dorme mais cedo e eu fico até mais tarde.
Depois, eu vou para o quarto, me deito, e durmo!

Tia Rege quase engasga com o café (um pouco de teatro pra enriquecer a cena) e emenda uma pergunta:
Deita e dorme, é?!

Tio Zé Mário começou a ficar vermelho de vergonha, sem graça e sem saber o que dizer. Eu e Alessandro começamos a rir e a ficarmos tão sem graça quanto tio Zé Mário, pois era uma atitude de tia Rege que nenhum dos três esperava.

17 janeiro 2010

Propaganda de desodorante...

Estava eu outro dia entretido com a televisão depois de jantar, já tarde da noite, quando uma propaganda me chamou a atenção.

Era uma propaganda de um desodorante feminino da Garnier.

Assim que terminou a propaganda, eu, espantado, perguntei a Graziela, que estava ao meu lado, se ela tinha notado a propaganda. Ela me respondeu que sim, que era uma propaganda de desodorante... E me perguntou o que havia demais nela.

Acredito que Grazi já esteja ficando européia por não notar a sutileza da mensagem para nós, brasileiros do nordeste pelo menos. Apesar de tomar dois banhos diários mesmo no inverno, ela não notou que a propaganda dizia: PROTEÇÃO 48H!

Sim! Proteção 48! Você toma banho hoje, passa o desodorante e ele segura a pressão to seu “CC” por DOIS DIAS! Nem precisa de banho!

Eu confesso que não sou como Grazi pois passei a tomar somente um banho por dia no inverno, mas ainda não cheguei ao ponto de ficar nessa de passar mais de um dia sem tomar banho por hábito.

15 dezembro 2009

Pão com Azeite e Sal

Lembro quando Grazi, que chegou aqui em Barcelona no inverno passado, começou a notar a manteiga ficando mais fácil de usar na primavera... Até a chegada do verão, em que tínhamos que deixar a manteiga na geladeira pra não estragar. No outono, não precisávamos mais guardar a manteiga na geladeira... E agora, voltou a ficar difícil passar manteiga no pão.

Verdade seja dita, meu consumo de pão agora no início do inverno tem diminuído, principalmente à noite. Tenho optado mais por uma refeição, uma massa com molho, algo que tenho parado para almoço do outro dia.

Eu que sou brasileiro do nordeste, nunca tive o costume de comer pão com azeite e sal. Foi já um pouco mais velho que, saindo para almoçar e jantar com amigos e colegas de trabalho, que observei a prática e passei a fazê-lo com alguma freqüência.

Em casa, como com mais freqüência o pão com manteiga que com azeite e sal. Acho o pão com uma boa manteiga mais gostoso que um pão com um bom azeite e sal. Contudo, nas últimas semanas, devido à chegada do inverno aqui em Barcelona, a manteiga, mesmo fora da geladeira, já não tem uma consistência que a deixe fácil de passar no pão.

Está hora de voltar a adotar o pão com azeite e sal...

10 setembro 2009

Às vezes...

Às vezes peco por dizer coisas que não gostam.
Às vezes peco por não dizer.
Às vezes peco por fazer o que os outros querem.
Às vezes peco por ceder.

Às vezes peco por achar que as coisas são lógicas.
Às vezes peco por demonstrar mais que falar.
Às vezes peco por achar que uma atitude vale mais que muitas palavras.
Às vezes peco por causa de um olhar.

Às vezes peco por minhas manias chatas.
Às vezes peco por ter uma atitude um tanto “autista”.
Às vezes peco por tentar não cometer os mesmos erros do passado.
Às vezes peco por não ser egoísta.

Às vezes peco por dormir demais.
Às vezes peco por não conseguir dormir direito.
Às vezes peco por gostar sempre de refletir bastante antes de entrar numa discussão.
Às vezes peco por não procurar ser perfeito.

Às vezes peco por insegurança.
Às vezes peco por omissão.
Às vezes peco por ser sincero.
Às vezes peco por não saber dizer não.

Às vezes peco por não saber mentir.
Às vezes peco por deixar a fama sobressair à verdade.
Às vezes peco por medo.
Às vezes peco por se deixar ter liberdade.

Às vezes peco por não querer provar algo novo.
Às vezes peco por querer experimentar.
Às vezes peco por querer o melhor possível.
Às vezes peco por me conformar com o que tenho.
Às vezes peco por querer mais, muito mais.
Às vezes peco por querer o impossível.

Às vezes peco por ter paciência.
Às vezes peco (raramente) por perder a paciência.
Às vezes peco por tentar (a terceiros) preservar.
Às vezes peco por não baixar minha guarda.
Às vezes peco por manter minha máscara.
Às vezes peco por não conseguir desabafar.

Às vezes peco por só querer estar por perto.
Às vezes peco por não impor limites.
Às vezes peco por não querer magoar.
Às vezes peco por errar poucas vezes, mas errar feio.
Às vezes peco por querer sempre fazer algo surpreendente.
Às vezes peco por simplesmente por amar.

O problema é que juntando tantos às vezes, às vezes, me dá a impressão que peco sempre.

16 abril 2009

Chuva de granizo

Na última quinta-feira, por volta das 16:30, eu havia voltado pra casa mais cedo porque fui visitar um apartamento para alugar...

Não, eu não fui despejado por Eduardo. Muito menos as coisas por aqui ficaram ruins. O que está acontecendo é que existe a vontade de buscar um espaço pra morar com Grazi... E a vontade é reciproca. Osplanos são pra buscar algo em agosto, mas desde agora eu já fuçava alguns anúncios... E este apartamento parecia seu muito bom, então resolvi ir visitá-lo... Mas essa história fica melhor em outro post...

Bem... Chegando em casa, esquentei uma comida e fui pra sala comer vendo TV (Lost)... Quando começo a ouvir a chuva.

Até ai, tudo bem... Mas começou um barulho de algo batendo na janela do meu quarto... Grazi já havia me dito que pela manhã havia chovido granizo onde ela trabalha... E quando eu cheguei à janela...



O mais curioso foi que quando eu terminei de gravar o vídeo, observei na rua que tinha gente olhando em quase todas as janelas! Engraçado como algumas coisas da natureza ainda chamam tanto a atenção das pessoas.

12 fevereiro 2009

E lá se vai mais uma semana...

Amanhã é sexta e quem trabalha é besta!!!

Essa semana foi cheia de trabalhos e coisas a entregar! Igual à semana passada!

Amanhã tenho que acordar cedo! As sextas-feira são os dias mais pesados pra mim na UAB. Aula das 11:00 às 20:30... E ainda inventaram uma reunião das 10:00 às 11:00!

O final do semestre do mestrado chegou. Segunda-feira já começamos nova fase: a "tesina" (não é BEM uma tese).

No mais, o clima aqui ocila entre o frio e o muito frio. Mas se bem que ultimamente temos achado que o clima tá ficando melhor.

O namoro... Bem... Esse vai de vento em popa! Cada dia que passa aprendemos um pouco mais sobre o outro, e nos aproximamos mais ainda! Nos vemos sempre, nos falamos sempre... E com muitos planos para o futuro!

No domingo passado consegui falar com quase todos dos "Dias Lima Gramacho"! Estavam todos (menos Dona Ana, Laís e eu) reunidos em Ilhéus pro aniversário de Felipão. Até o "Quiquito" foi... De avião! Muito bom falar com todos eles! Se tem uma coisa que posso dizer que sinto falta é da minha família! Preciso bolar um plano pra trazê-los!

As séries que eu costumo assistir estão acumulando...

Amanhã tem show do OASIS! Comprei os ingressos pra esse show 29/Out/2008... Quase quatro meses atrás... Ainda nem conhecia Grazi, mas comprei dois (just in case). Tenho comprados também ingressos pro AC/DC (Junho/2009) e Cold Play (Setembro/2009).

Ainda não sei exatamente como vai ser meu passeio desse mês. Mas tenho um carro alugado por um final de semana e no carnaval tem cidade com festa aqui perto...

A grana está curta... E estou procurando encurtá-la ainda mais, pois as férias de agosto prometem! E talvez ainda role uma mudança de AP (quem sabe, né?!)... Então nada de muitas extravagâncias.

Well, aproveitei que precisava esfriar um pouco a cabeça pra vir aqui escrever, organizar idéias...

E vocês?! Como estão?! Mandem notícias!

21 outubro 2008

Viagem a Nevers (terra do nunca)???

Senta com calma que esse artigo é grande.

Meu último final de semana foi de viagem! Foram quase dezoito horas dentro de algum tipo de transporte (trem, metrô, ônibus, carro ou avião).

Bem, o “objetivo” da viagem era ir pro batizado de Zoe, sobrinha de Virginie, cujo marido (meu amigo Beto) era o padrinho. Virginie e Beto me convidaram para ir à França com eles e participar da festa (no domingo). A princípio, eu iria de carro com eles na sexta-feira, e voltaria de avião com Beto de Paris na segunda pela manhã bem cedo. Virginie ficaria a semana na França com o carro (ela está de licença maternidade por conta da pequena Laïs, que tem menos de dois meses ainda).

A cidade em que os pais de Virginie moram na França (Imphy) fica perto de Nevers! É francês! Se pronuncia “Nevérs” (creio)! Nevers é uma comuna francesa na região administrativa da Borgonha, no departamento Nièvre. Nevers fica a 260 km ao sul-sudeste de Paris. O circuito de Fórmula 1 de Magny-Cours fica nos entornos da cidade de Nevers.

Passagem de volta de Paris pra Barcelona comprada, a viagem já era certa. Porém, Eduardo precisou que eu acompanhasse o embarque dos pais dele em Frankfurt no mesmo final de semana. Resultado: combinei com Eduardo e Beto que eu iria sexta-feira com Seu Dudu e Dona Terezinha para Frankfurt de avião, dormiríamos lá, no sábado pela manhã eu embarcaria “as crianças” para Salvador e pegaria meu rumo (sozinho) até Nevers... De trem, saindo de Frankfurt, fazendo transbordo em Mannhiem (ainda na Alemanha) em direção a Paris, onde eu pegaria outro trem até Nevers! Ufa! Aproximadamente 860Km de viagem!

E a aventura começa...

Saímos de casa 13:00 de sexta-feira.

Não sei por que cargas d’água eu imaginei que a viagem que eu faria até Frankfurt com Seu Dudu e Dona Terezinha saída do aeroporto de Girona (e não do Barcelona)!

O aeroporto de Girona fica bem distante de Barcelona. Temos que pegar um ônibus na Rodoviária Norte de Barcelona até ele. Uma viagem de uma hora. Só me dei conta que não precisávamos ir a Girona quando já estávamos no ônibus (que por sorte ainda não havia saído), quando fui verificar os dados do vôo. Saímos correndo do ônibus e pegamos um taxi pro aeroporto de Barcelona (El Prat). Acabamos chegando cedo, e rindo bastante da situação.

Fizemos um lanche esperando o vôo (que era às 16:15) e embarcamos no horário correto. Chegamos a Frankfurt 18:30, desembarcamos, procuramos um guarda-volumes para deixar as malas pesadas de Seu Dudu e Dona Terezinha (não havia necessidade de levá-las ao hotel). E fomos pro hotel.

O frio da Alemanha

Como Frankfurt estava LOTADA por conta de eventos, ficamos hospedados num hotel em Wiesbaden (40Km de Frankfurt). Pegamos um trem da região metropolitana de Frankfurt até o final da linha. Depois pegamos um ônibus até o hotel... Eu tinha tudo anotado (que ônibus pegar, em que estação descer)... E os transportes alemães ajudam bastante, porque informam tudo durante a viagem.

Descemos do ônibus na estação anotada e... Onde está o hotel???


(A) = Onde pegamos o ônibus;
(B) = Onde devíamos descer;
(C) = Onde descemos.

Bem, a essa altura já era dez da noite, fazia CINCO graus, estávamos numa rua de um bairro tipicamente residencial (sem muito movimento, sem taxis...) e um tanto perdidos. Peguei meu celular e liguei pro hotel... A recepcionista me avisou que eu deveria ter saltado do ônibus dois pontos antes! Que fazer?! Um frio da porra... Vamos andando! 1,8Km segundo meu GPS. Nessas horas é melhor andar (pra aquecer) que ficar parado mais 20 minutos esperando o ônibus no sentido oposto.

E eis que pela primeira vez em dois meses eu vi Seu Dudu abotoar toda a camisa!!! Tive até que providenciar um agasalho a mais pra ele... Estava MUITO frio! A rua onde estávamos bordeava um parque... Além de frio era muito úmido.

Bem, chegamos ao hotel! Abrigo! Calor! Já era tarde, não tínhamos ânimo de mais nada a não ser dormir. Fizemos um lanche rápido com coisas que eu tinha comprado em Barcelona e tinha na mochila... E antes da meia-noite já estávamos dormindo.

Pela manhã, acordamos 05:45, fizemos o check-out no hotel e pedimos um taxi pro aeroporto. Eu tinha tudo anotado para irmos de ônibus e trem, mas devido ao cansaço geral e a idade das “crianças”, achei melhor pagar mais e ter esse conforto.

Em 15 minutos, estávamos no aeroporto! Peguei as bagagens deles, fomos ao balcão da Condor fazer o embarque... Não havia fila! Fantástico! Despachamos as bagagens, fomos tomar café-da-manhã, ainda conversamos um pouco, me despedi das “crianças” já deixando marcado com elas que um dia em janeiro, quando eu estiver no Brasil, passarei com eles!!! No estilo BRASILEIRO! Nada de espanhol ou alemão! Huahuahauhua!

De Frankfurt até Nevers...

Crianças devidamente embarcadas, minha missão pro amigo Eduardo estava cumprida. Meu trem pra Mannheim era às 08:54 (e segundo Eduardo, os transportes públicos alemães não atrasam)... Lá fui eu em direção ao terminal de embarque dos trens...



Quando chego à estação... Meu trem estava atrasado! 10 minutos! Me preocupei porque eu iria fazer transbordo em outra estação pra pegar o trem para Paris, mas tinha 20 minutos de folga...

O trem pra Mannheim atrasou 15 minutos no total... E estava LODATO! Não consegui lugar pra sentar e acabei ficando na área de embarque/desembarque do trem juntamente com mais umas oito pessoas!

Meia hora depois, desci correndo do trem, mudei de plataforma, e só faltavam dois minutos pra saída do trem para Paris! Consegui pegá-lo sem problemas, mas mal eu me acomodei o trem partiu. Fez uma última parada antes de Paris e seguiu... Tinha um display informativo informando a hora, o destino, e a velocidade... 170Km/h... 200Km/h... 280Km/h... 320Km/h!!! Parecia que ia a 80Km/h!

Em Paris, a memória de minha ultima viagem pra lá, juntamente com um planjemamento prévio, não me fez perder muito tempo. Cheguei em Paris 13:00 na estação Leste e meu trem pra Nevers na Estação de Lyon era às 14:04. Comprei um bilhete do metrô, e fui... Chegando na Estação de Lyon, era só colocar meu cartão de crédito com o qual eu havia realizado a reserva do bilhete num caixa automático que ele imprimiria minha passagem... Mas o caixa pediu o código da reserva!!! Quem disse que eu tinha?!?! Por sorte, na estação existem três balcões de atendimento para passagens de última hora... Inclusive vi gente querendo se fazer de esperto e o categoria do balcão mandá-lo pra fila maior!

Bilhete na mão, já era 13:50! Comprei dois croissants, um café, e entrei no trem. Esse era pé-duro, mas era expresso... Só pararia em Nevers... Nada de displays... Cochilei um pouco, vi um episódio de uma série no notebook (a bateria não agüenta mais que isso)... E pontualmente, às 16:00, eu estava em Nevers!

Nevers, Imphy e Maign-Cours

Virginie foi me buscar na estação de trem com seu pai, porque Betô (como ele é chamado na França, huahuahauhau) estava ajudando um tio dela a configurar o GPS... Agora a família de Virginie tem um informático (Betô) pra resolver todos os problemas dos computadores, notebooks, GPS e celulares... Quando ele aparece tem que dar conta da demanda!

Fomos ao centro de Nevers, passeamos um pouco, visitamos um tio de Virginie... Bebemos champanhe com licor... Problemas com meu nome na França também... Se Dona Ana tivesse pensado nisso antes...

Fomos correndo buscar uma roupa da mãe de Virginie pro Batizado, aproveitamos pra passear um pouco mais.

Jantamos na casa dos pais de Virginie. Comi bastante salada, pão, quando a mãe dela trouxe o jantar em si (eu havia comido só da entrada)... Comi mais ainda, mas a mãe de Virginie achou que eu não estava das saladas! Huahauhau!

Dormir cedo, acordar cedo pra assistir o GP de F1!!! Café da manhã rápido, se arrumar e sair pro batizado... QUE FRIO DA PORRA QUE FAZIA!!!

No batizado, fiquei de câmera man! Filmei... Não entendia xongas do que eles falavam!

Depois, uma recepção! Beleza! Mais comida! Mais champanhe! Um monte de coisas gostosas... Quando chamam a gente pra almoçar!!! Almoçar?! Esse povo ainda tem barriga?! E lá fui eu... Várias saladas, um patê de embutidos que estava divino, pão caseiro, ... E agora, depois das entradas, o almoço!!! Uma carne de porco com um molho que estava muito bom, batata gratinada... Não cabia mais nada... Quando resolveram partir os bolos!!! Ainda comi bolo de chocolate, tomei um café e pensei que fosse explodir de tanto comer!

Fui com Betô, Virginie e Laïs visitar umas primas de Virginie (uma fazia aniversário)... Voltamos pra recepção do batizado, deixamos Virginie e Laïs e fui com Betô pra Maign-Cours, conhecer o circuito de F1 (isso vale outro artigo).

Voltamos já à noite pra recepção do batizado. O pessoal viu que ia sobrar comida e resolveu ficar por lá mesmo e jantar! E lá vou eu comer mais...

Chegamos à casa dos pais de Virginie. Arrumar as malas porque iríamos sair as duas da manhã pra Paris de carro com os pais de Virginie pra pegar nosso vôo pra Barcelona às 06:00.


Volta pra Barcelona...


Acordei 01:45. Me vesti Peguei a mala e a mochila. Beto q os pais de Virginie já estavam prontos... Saímos no horário marcado, duas da manhã.

Na estrada, cochilei um pouco no carro.

Chegamos ao aeroporto perto de 05:00. O aeroporto é IMENSO! Nosso vôo era no terminal um. Saltamos do carro, agradecemos e nos despedimos dos pais de Virginie e fomos ao balcão para o check-in... O display acusava: Vôo Vueling para Barcelona às 06:00: CANCELADO! Fudeu!

No guichê da Vueling, tínhamos a opção de trocar para o vôo das 09:45 ou para o vôo das 11:15. Trocamos pelo das 09:45. Ganhamos seis euros para tomar café no terminal de embarque... Despachamos minha mala... Ficamos na fila dez (bem na frente), nada mal. Fazer horário num aeroporto pode ser bom, mas pode ser muito chato. Em Frankfurt, há lugar pra colocar o notebook pra carregar, em Paris não. Fiquei meio que conversando com Betô, meio que cochilando... Chegou nossa hora de embarcar... Tudo certo. Embarcamos, o avião decolou e começou a subir pra alcançar a altitude de cruzeiro... Mas não subiu muito... Estabilizou. “Hummm... Algo errado”, me disse Betô! Não demorou muito, o comandante avisou que havia um problema num dos computadores da aeronave e teríamos que voltar a Paris!

Nunca havia passado por isso! É até difícil de narrar os fatos. Pousamos, ficamos quase meia-hora no avião até que providenciassem o desembarque. Quando saíamos, eu e Betô ouvimos o piloto falar em algo como esperar quarto horas!!! Putz!!!

No terminal onde descemos, ninguém sabia informar nada, muita confusão, a moça da Vueling informava algo em espanhol e o povo pedia em francês e em inglês também (ao menos quanto a isso não tínhamos problema, Betô fala francês e os dois falam inglês e espanhol). Pescando todas as informações, descemos para trocar de vôo novamente, pro de 14:45 desta vês, fomos pegar a bagagem, comer algo, e depois de tanta confusão, finalmente embarcamos pra Barcelona...

Um dia perdido... Bem, brincando do “jogo do contente”, conhecemos o terminal um do Charles de Gaulle (aeroporto de Paris) de cima a baixo!

Em fim...

Não posso dizer que não tive o que contar... Foi um final de semana onde aprendi muito! Desde questões de idioma e cultura até questões operacionais para viagens e de relações interpessoais! Valeu!

04 outubro 2008

Enfim: ROCK BAND!!!

Desde que cheguei em Barcelona, em Junho, Eduardo me falava da vontade dele de comprar um Wii!

Eu, como já conhecia o Wii, gostava da idéia, mas achava que aquele não era o momento certo para a compra. Os dois ficamos a procurar o menor preço, onde havia promoções e tal.

Eduardo saiu de férias, foi pra Alemanha, e nada do Wii...

Nosso amigo Guna inventa, então, de comprar um Guitar Hero pro seu PS3! Gostei muito da experiência, e procurei ler sobre o vídeo game... Acabei por encontrar o Rock Band, que não somente tem a guitarra, mas também bateria, microfone e pode ter o baixo!

Numa visita que Eduardo teve que nos fazer durante suas férias, ele viu o Guitar Hero e eu fiz a promessa: Compre o Wii que eu compro o Rock Band!

Pouco depois de Eduardo voltar das férias (final de agosto), não é que ele realmente comprou o Wii? Promessa é dívida... Mas o Rock Band ainda não estava disponível para Wii aqui na Europa... Tivemos que esperar... Até ONTEM!





A sala ficou pequena... O barulho ficou alto... Os bolsos ficaram vazios... Mas valeu a pena!

Nada mais de “AIR GUITAR” ou de “AIR DRUMS”... Agora tem guitarra e bateria pra brincar!!!

A banda está precisando de vocalista e baixista (o baixista terá que trazer seu instrumento) Alguém se candidata?

01 outubro 2008

1º de Outubro chegando e a resposta: quanto tempo dura um ano...

Faz exatamente um ano que eu estava à frente desde mesmo notebook, mas do outro lado do atlântico, do outro lado (da linha) do equador escrevendo sobre o motivo da reinauguração do meu blog com a pergunta: Quanto tempo dura um ano?

De lá pra cá foram 50 artigos escritos (uma média de quase um por semana... Um a cada 7,3 dias pra ser preciso), muitas histórias, muitos eventos, muitas lembranças.

Minha amiga Priscyla escreveu, na época, um comentário sobre o meu artigo. Ela acabava de voltar de um período de um ano vivendo em Lisboa fazendo mestrado... Para ela, independente da duração, aquele ano que havia passado seria ETERNO!

Fazendo um resumo: muitas mudanças (talvez até demais pra um ano)!

Nesses últimos 366 dias (2008 é bissexto), por exemplo, eu mudei de função no meu emprego (na então Braxis), saindo da Sefaz indo pra área de Innovation, fui promovido de função, depois fui trabalhar em outra área (Metodologias e Práticas), pra depois sair da Braxis e ir pra Power. E depois, sair da Power pra deixar de “trabalhar” e me dedicar a uma bolsa de mestrado aqui em Barcelona!

Deixei no Brasil pessoas queridas, com quem eu queria estar perto para servir de ombro nos momentos difíceis... E percebi que aqui também há a necessidade de apoiar os amigos!

Me apaixonei... Sofri... Desabafei... Escrevi... Compus... Fotografei...

Aprendi muito! Acho que aprendi sobre a vida muito mais neste ano que passou do que nos anos anteriores. Tendo que tomar decisões importantes e significativas, pegar o meu caminho que era em linha reta e fazer uma conversão numa esquina que mudou tudo (como diria meu sábio amigo Bury)!

Fiz um mega exercício de desprendimento, vendendo muito do que eu tinha em Salvador (CD, livros, ferramentas, carro)... Pra começar uma vida nova, sem apegos materiais ao que ficou, só apegos às pessoas, a minha família, aos meus amigos.

Mas, 1º de outubro chegou e a resposta: quanto tempo dura um ano... Bem... Depende de nós! Como conversava com Polho aqui antes de terminar de escrever, podemos fazer com que um ano passe muito lentamente: é só nos atrelarmos a rotinas e não fazermos nada além dela. Pra fazer com que ele voe, tem que mudar, inventar, experimentar... Esse meu "ano" começou quase parando, mas chegou aqui a mil por hora!

07 setembro 2008

Uma vida em alta velocidade - Emerson Fittipaldi

O pai da pequena Laïs (desculpe, Beto, mas quando os filhos nascem, os pais perdem um pouco de suas identidades) me emprestou o livro Uma vida em alta velocidade, de Emerson Fittipaldi.

Sempre gostei de carros, e corrida de carros.

O livro (que ainda não terminei de ler) conta como, desde pequeno, Emerson se envolvia com o mundo das corridas: como mecânico, como piloto.

O que achei mais interessante do livro até agora é o contexto histórico dele. Como o livro aborda a falta de segurança que havia nos carros, tanto de corrida quanto de passeio (Emerson sofreu um acidente gravíssimo na Europa com sua primeira esposa numa estrada, e na época ninguém usava cinto de segurança).

Fala também de como era sair da Inglaterra de caminhão até a Itália, tendo que passar pelas fronteiras (com Bélgica, com Alemanha, com Suíça) que hoje já não existem.

Fala de muitos lugares que ele conheceu tendo que correr, pessoas, nomes consagrados para nós hoje que na época eram iniciantes...

Outra coisa curiosa da história contada é que morre muita gente nela, principalmente os pilotos! Era comum nas décadas de 60 e 70 que morressem pelo menos três pilotos por ano em acidentes fatais.

As mortes aconteciam devido à falta de segurança dos carros, unidos ao amadorismo na assistência (a segurança das pistas, equipe médica e equipe de apoio). Era comum na época que um piloto parasse para tentar salvar o que havia se acidentado.

Procurando no Youtube, achei um vídeo que mostra isso muito bem:



Nesse vídeo, o momento mais comovente é o que acontece a partir do segundo minuto (02:20 pra ser mais preciso)... Quando um piloto tenta desesperadamente salvar outro tentando desvirar o carro que começa a pegar fogo...

During the race, Williamson suffered a sudden tyre deflation, which pitched his car into the barriers at high speed and catapulted it 300 yards (275 metres) across the track, eventually coming to rest upside down against the barriers on the other side, during which his petrol tank had ignited while being scraped along the track. A fire began to take hold and Williamson was unable to extricate himself. Fellow driver and friend David Purley, although not a teammate of Williamson's, abandoned his own race in a desperate and valiant attempt to rescue him. Williamson had not been seriously injured by the impact, and was heard shouting to Purley to get him out of the car as Purley tried in vain to turn the car upright. Initially the commentators on Dutch TV, race control and some of the other drivers participating in the race assumed that it was Purley's car that had crashed and that the driver had escaped unharmed. As a result the race continued at full pace while Purley desperately tried to save the life of his friend.

The fire marshals stationed at the corner where the accident occurred were both poorly trained and badly equipped, and it was left to Purley to snatch the sole fire extinguisher and attempt to put out the fire. The marshals, who were not wearing flame retardant overalls, stood by as Purley tackled the fire, awaiting the arrival of the fire truck, which had to navigate across the track while the race was still in progress. There appeared to have been ample time to right the car and pull Williamson out, but as desperately as he tried, Purley was unable to do it by himself, and the marshals, in shirts and jackets, were unable to help due to the intense heat. With the fire extinguisher emptied and the car still burning upside-down, the situation became hopeless, and the distraught Purley was led away by a marshal. Some spectators, appalled at Williamson's plight, tried to breach the safety fences in order to help Purley, but were pushed back by track security staff with dogs. It was some eight minutes before the first fire truck arrived on the scene. By the time the car was eventually righted, and the fire extinguished, Williamson had died of asphyxiation.


Achei na Wikipédia um artigo que tem a lista de óbitos da Fórmula 1. Nela tem o link para a página com o artigo sobre o Roger Williamson (piloto que morreu).

Hoje certamente não existe mais esse companheirismo na Fórmula 1... É uma pena que com a melhoria da segurança se tenha perdido tanto do lado pessoal que havia nos tempos "aventureiros" das corridas.

24 agosto 2008

Memórias... Lembranças...

Desculpem aqueles que não forem citados!!!

Viajando e passeando, conhecendo novos lugares, sempre acabo vendo algo que minha mente imediatamente associa a alguém ou algum momento... Tem vezes que tiro foto.

Foto tirada no trem, em algum lugar entre Bruxelas e Antuérpia!



Não que seja uma foto bonita ou interessante, mas me serve para lembrar do que se passava na minha cabeça enquanto eu passeava.

Saibam que vocês estão sempre comigo nas minhas viagens!

Saudades!

Bruxelas, Bélgica

Bibes!!! Essa é da MiniEurope! Saudades!



Antuérpia, Bélgica

Essas fachadas todas em vidro me lembram a "mansão" da Jardim Federação!



Cava?! Bodega?! Degustação?! Beto, Virginie, Zana e Flávio!



Bill!!! Hermanoteu!!! Aqui também tem aulas de Salsa!



Loja para colecionadores de item de música! Zé Renato!



Lille, França

As primeiras fotos que lembro ter visto da Bélgica foram as de Lulu!



Sempre que vejo uma biboca vendendo guloseimas, lembro de Dona Ana! É inevitável!



Cathy, my dear... Todos os lugares chiques me lembram você!



Antuérpia, Bélgica

Serjão (Almeida)! Tava tendo exposição de carros note americanos aqui!



Teteu, Lillo, um POWER DUO com piano e, bem, um esfregador de roupas, uma colher e uma batereira manual como bateria!