Faleceu tio José Mário Ramagem Franco, ou tio Zé Mário.
Casado com minha tia Rege (irmã de minha mãe), foi o herói que “aturou” as irmãs “Pereira Dias Lima” por mais tempo! Todos os outros maridos das irmãs “Pereira Dias Lima” ou faleceram ou se desligaram da família (de fato, um se desligou primeiro, mas também já é falecido).
Herói porque conheço minhas tias e minha mãe, e sei que as personalidades são muito diferentes... Às vezes com opiniões e convicções muito fortes... Mas, sobretudo, procuram manter-se unidas, sempre saindo juntas, procurando até morar próximas umas das outras. Ou seja, viver com uma significava viver com “todas”!
Tio Zé Mário já estava na casa dos oitenta e alguma coisa. Engenheiro, sempre falava dos tempos de Paulo Afonso e da CHESF (vide este link).
De fato, meus primeiros contatos com computadores foi na casa de tio Zé Mário, que tinha um TK3000 IIe Compact, computador que meses depois eu compraria um bastante similar pra mim (isso em idos de 1988) e que começaria mergulhar no conhecimento informático.
Curiosamente fazendo aniversário no mesmo dia que eu, Tio Zé Mário também foi protagonista daquela ajuda para um cineminha que engrossava a mesada... Isso porque eu já estava a esse ponto dominando microinformática (na era dos PC 286/386) e fazia “bicos” de instalação e manutenção de programas. Tio Zé Mário era cliente assíduo por estar sempre buscando programas mais avançados e atualizações pra deixar o hardware dele mais potente.
Na foto acima, tio Zé Mário ao meu lado no XI Hot Dog Festival, o último realizado no Brasil, em quatro de novembro de 2007. Tio Zé Mário, como sempre me lembro dele, vestindo uma camisa branca.
Numa das histórias que mais me lembro de tio Zé Mário, estávamos eu e meu primo Alessandro tomando café da manhã na casa dele, juntamente ele e tia Rege. Era provavelmente a manhã do dia 10 de novembro de 1996, estávamos os quatro à mesa, comentando a vitória de Holyfield em cima de Mike Tyson na madrugada anterior.
Tio Zé Mário então comentou do hábito de tia Rege de dormir cedo, bem diferente do dele que madrugava vendo TV ou no computador. Quando ele disse algo do tipo:
Toda noite é assim!
Ela dorme mais cedo e eu fico até mais tarde.
Depois, eu vou para o quarto, me deito, e durmo!
Tia Rege quase engasga com o café (um pouco de teatro pra enriquecer a cena) e emenda uma pergunta:
Deita e dorme, é?!
Tio Zé Mário começou a ficar vermelho de vergonha, sem graça e sem saber o que dizer. Eu e Alessandro começamos a rir e a ficarmos tão sem graça quanto tio Zé Mário, pois era uma atitude de tia Rege que nenhum dos três esperava.
4 comentários:
Tuca,
Obrigado por compartilhar estas lembranças.
Este realmente era o meu pai.
Sinto muito Fio...bonitas palavras1
bjs
Tuca,
Que engraçado... Eu precisei ler o seu texto pra resgatar aquela memória específica do tal café da manhã. Mas foi esse momento ímpar mesmo que vc descreveu.
Saiba que teus textos sobre Tia Gel, Tio Zé Renato e Tio Zé Mario me deram grande satisfação e emoção.
Estive com Beto, Cristina, Peu e Lucas aqui em NY faz alguns meses. Um prazer imenso Tuca, falamos de tudo, inclusive, saudosos, de vc.
Um abraço apertado do primo,
Sandro
Tuca,
Que engraçado... Eu precisei ler o seu texto pra resgatar aquela memória específica do tal café da manhã. Mas foi esse momento ímpar mesmo que vc descreveu.
Saiba que teus textos sobre Tia Gel, Tio Zé Renato e Tio Zé Mario me deram grande satisfação e emoção.
Estive com Beto, Cristina, Peu e Lucas aqui em NY faz alguns meses. Um prazer imenso Tuca, falamos de tudo, inclusive, saudosos, de vc.
Um abraço apertado do primo,
Sandro
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