26 agosto 2008

Voando de volta a Barcelona

Por volta de 10:50 o vôo VY5211 da Vueling decolou do aeroporto de Bruxelas em direção a Barcelona.

As viagens de volta pra casa sempre parecem menos interessantes, menos emocionantes que as idas...

O clima cinzento que presenciei na Bélgica (tanto em Bruxelas quanto em Antuérpia), clima parecido com o que dizer ser o clima de Londres, despertou a minha curiosidade assim que a aeronave atravessou as nuvens: CÉU AZUL!

Mas não era somente um CÉU AZUL! Era um CÉU AZUL com um “oceano” de nuvens que não tinha fim!



O vôo desceu cortando a França, e aos poucos a paisagem foi mudando...

O mar de nuvens foi dando lugar a “plantações” de nuvens... Bem dispostas, pareciam realmente estar plantadas como prontas para uma colheita.



Até que, já perto da região de Perpignan (segundo o piloto) “o mar abriu!”



As fotos foram tiradas com meu celular...
Ao som de Engenheiros do Hawaii...
Infinita Highway...

24 agosto 2008

Memórias... Lembranças...

Desculpem aqueles que não forem citados!!!

Viajando e passeando, conhecendo novos lugares, sempre acabo vendo algo que minha mente imediatamente associa a alguém ou algum momento... Tem vezes que tiro foto.

Foto tirada no trem, em algum lugar entre Bruxelas e Antuérpia!



Não que seja uma foto bonita ou interessante, mas me serve para lembrar do que se passava na minha cabeça enquanto eu passeava.

Saibam que vocês estão sempre comigo nas minhas viagens!

Saudades!

Bruxelas, Bélgica

Bibes!!! Essa é da MiniEurope! Saudades!



Antuérpia, Bélgica

Essas fachadas todas em vidro me lembram a "mansão" da Jardim Federação!



Cava?! Bodega?! Degustação?! Beto, Virginie, Zana e Flávio!



Bill!!! Hermanoteu!!! Aqui também tem aulas de Salsa!



Loja para colecionadores de item de música! Zé Renato!



Lille, França

As primeiras fotos que lembro ter visto da Bélgica foram as de Lulu!



Sempre que vejo uma biboca vendendo guloseimas, lembro de Dona Ana! É inevitável!



Cathy, my dear... Todos os lugares chiques me lembram você!



Antuérpia, Bélgica

Serjão (Almeida)! Tava tendo exposição de carros note americanos aqui!



Teteu, Lillo, um POWER DUO com piano e, bem, um esfregador de roupas, uma colher e uma batereira manual como bateria!

Este mundo é pequeno mesmo...

Em visita ao amigo David, com quem trabalhei na TIM e hoje vive aqui em Antuérpia, na Bélgica, passamos por uma situação no mínimo curiosa.

Na sexta-feira, 22 de agosto, eu fiquei passeando sozinho pela cidade porque David tinha que trabalhar, e ficamos de nos encontrar à noite para fazer alguma coisa juntos.

Passeando por Antuérpia, eu já sabia de antemão que aconteceria um “festival gastronômico” na cidade no final de semana...


Aproveitei para colher mais informações sobre o festival (como, por exemplo, que nesse mesmo dia havia cerveja grátis numa das praças do evento).


Acabei combinando com David para ficarmos pelo festival durante a noite.


Nos encontramos por volta das 18:00, comemos, bebemos cerveja...





Passeamos por mais alguns lugares que eu ainda não havia ido (por exemplo, pelo Red Light District de Antuérpia)... E depois de muita caminhada, resolvemos pegar um ônibus de volta pra casa.

De onde estávamos, David sabia que a linha de ônibus de número 34 nos deixaria muito perto de casa, então esperamos...

Pegamos o ônibus e, a cerca de 3 pontos de onde deveríamos saltar, o ônibus parou no final de linha!!! Ops! Não sabíamos que o final da linha ficava entre onde estávamos e a casa de David.

Perguntamos ao motorista, e ele disse que sairia em cerca de 10 minutos, e que poderíamos esperar no ônibus sem problemas.

Lá pras tantas, o motorista perguntou se éramos de Portugal! Rimos e dissemos que não, que éramos do Brasil.

From Brazil?!?! My father has a night club there, in Porto Seguro, named Mamagaia!


Dá pra acreditar?! Que o pai de um motorista de busú(y) municipal de Antuérpia tem uma boate em Porto Seguro?! Mundo pequeno, não?!

Bem, dissemos a ele que éramos da Bahia também! E conversamos um pouco... Ele passou três meses por lá, no verão brasileiro. Adorou, e espera voltar, mas claro que falou do nosso velho conhecido problema de segurança pública.

19 agosto 2008

Estar longe da família, e só!

Ontem eu resolvi ligar pra casa porque minha mãe não estava ficando online para falar comigo... Não que a saudade tenha apertado tanto, mas é que às vezes é bom ligar, dizer que estou vivo e bem (principalmente nas voltas das viagens).

Dona Ana me atendeu como se estivesse “morta” de cansada (era somente 20:00 no Brasil).

Ela me contou que tia Gel (que já não estava muito bem quando sai do Brasil) havia piorado muito, e estava internada no hospital. Atualizou-me de toda a situação... Ela que tem acompanhado o caso de perto, tem sofrido muito.

Senti muito por não poder ser mais o ombro que ela tinha em casa...

Gel, seu neto, Henrique, e eu no VIII Hot Dog Festival (2004)


Gel é uma pessoa de personalidade marcante. Lembro sempre dela como uma pessoa de opinião própria, muitas vezes diferente da de meu tio Zé (seu marido) e de outros membros da família. O casal sempre teve muita preocupação com o bem estar da família como um todo... Um exemplo de dedicação neste aspecto.

Infelizmente, o câncer pode ser uma doença implacável. Principalmente quando ataca regiões de nosso corpo em que cirurgias ou tratamentos mais eficazes não podem ser aplicados.

Meu pai (o qual pouco me lembro) também foi vitima de câncer (de pulmão, por causa de cigarro). Morreu quando eu tinha apenas oito anos de idade. Não tenho muitas lembranças do tratamento de meu pai porque minha mãe achou por bem que eu fosse morar com minha Dinda enquanto ele fazia a quimioterapia. Lembro apenas de ir almoçar uma vez em casa... E vê-lo bem magro (bem mais do que ele era normalmente), careca... Lembro da bandeja de refeição azul que ficava perto da cama...

Hoje, falando com Lai, fiquei sabendo que Dona Ana havia ido ao hospital... Bom sinal não é... Lembro dos momentos que passei parecidos com esse... Onde eu largava tudo pra ficar mais perto de Dona Ana, acompanhando ela no que fosse necessário, servindo de motorista, lembrando a ela de fazer suas refeições, etc.

Queria estar mais perto.

Parei um pouco pra pensar em Gel... Veio aquela sensação de tristeza, a vontade de chorar... Senti falta de um ombro por aqui também...

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Escrevendo estes últimos parágrafos enquanto falava com minha irmã Gabi pelo Skype... Ouvi o telefone de Gabi tocar... Ela atendeu... Chorou um pouco... E me contou que Gel havia falecido...

Gabi me ajudou a lembrar dos momentos (às vezes difíceis para nós), onde ela sempre estava presente, como o nascimento de Laís, minha sobrinha (Gabi teve Lai quando tinha apenas 16 anos, e Gel, como médica, pode acompanhar o parto)...

Gabi também não está tão perto... Mora em Ilhéus, longe de Salvador... Deve estar mais acostumada que eu a essa sensação de perda estando longe...

Tenho a certeza que para todos da família fica o exemplo de pessoa que ela era.

Zé e Gel com seus netos

18 agosto 2008

Visita a Laura



Bem, os pais dela que se acostumem a não serem mais referenciados. Independente do fato de Jana e Eduardo também estarem em Bad Lauterberg, a visita foi para conhecer a pequena Laura.

Essa viagem me fez quebrar um conceito que eu tinha, de que uma criança recém nascida precisa de todo o cuidado do mundo, deve ficar sempre em casa, etc... Coisas que me acostumei a ver visitando os filhos de meus amigos (e sobrinhos também) no Brasil.

Já havia comentado antes que aqui, pelo fato de mão de obra ser muito mais cara que no Brasil, os pais das crianças têm que se virar pra dar conta de cuidar de seus filhos sem babás, sem enfermeiras, às vezes até longe da família!



A pequena Laura, de menos de um mês, nos acompanhou em TODOS os passeios, fosse em seu carrinho, fosse na sua cadeirinha para carros, fosse nos braços dos pais, dos avós ou dos tios postiços. Chorava quando tinha fome, mamava nos passeios mesmo, arrotava em meio às nossas conversas... Sempre participando do tudo mesmo.

Óbvio que tomávamos cuidado para não expô-la muito ao sol, para mantê-la sempre aquecida (teve dias que pegamos 12 graus voltando à noite para casa)... Os pais estavam sempre verificando a necessidade de trocar fralda durante os passeios... E todos sempre conversando com ela também!



Dormia em meio aos nossos barulhos, nossas conversas. Uma noite, no Bar de Jonny (pai de Jana), fizemos uma “Jam Session” com Genaro tocando um piano elétrico e comigo no violão, e Jana, Eduardo, Inês (mãe de Jana) e Jonny (pai de Jana) cantando... Quando a pequena Laura sentiu fome, Jana foi alimentá-la e, depois, a trouxe, deixou-a no colo de Jonny, onde ela ficou tranqüila, quieta,sem reclamar da barulheira... E dormiu!



Já notamos que ela gosta de movimento, gosta de passear (nem que seja pela própria casa, mas temos que mudar de cenário)...



Em suma, acho que não é necessário “deixar de viver” para cuidar de seus filhos... Acho que é possível conciliar as duas coisas. Mesmo quando eles ainda são muito pequenos!