16 novembro 2017

21 anos desde o primeiro Hot Dog Festival

E lá se vão 21 anos do primeiro Hot Dog Festival...

Não, este ano não passou em branco... Mas teve um atraso considerável.

Na semana do meu aniversário minha sinusite atacou... Fiquei quase uma semana com sintomas de dores na cara... Mas, devidamente medicado (após uma semana de antibióticos), parece tudo ter voltado à normalidade.

Gostaria também de agradecer a todos que me felicitaram (WhatsApp, Messenger, Facebook, etc.)! Valeu mesmo!

E pra deixar aqui a "prova" de que houve Hot-Dogs, seguem fotos de hoje, do "escritório da Oracle em Braga", onde degustamos uns hot dogs do Ikea.

Hot Dogs do Ikea



06 abril 2015

Férias de Páscoa 2015

Este ano me comprometi com minha esposa para ajudá-la durante a Páscoa. Ela queria fazer um curso intensivo de Doula e Educadora oferecido pela Gama extraordinariamente em Portugal.

O curso foi realizado numa casa no Vale dos Alhos, perto de Odeceixe, com aulas durante todos os dias (manhã e tarde) da semana santa (de segunda a sábado).

O problema (que necessitava da minha ajuda) era que alguém teria que ficar no local do curso tomando conta de Guilherme, nosso filho de 7 meses, porque ele ainda amamenta (e essa é ainda sua única fonte de alimentação).

Consegui programar umas férias no trabalho e fomos de carro para o curso (660Km de distância).

A organização do curso oferecia o café da manhã, o almoço e o jantar... Sempre com refeições quase 100% vegetarianas.

O acesso à internet (GPRS) no local lembrou-me dos tempos dos MODEM 33600... Só mensagens de texto fluíam com facilidade (quando conseguíamos sinal).

O local do curso também não tinha TV.

Resultado: fiquei uma semana comendo comida vegetariana, sem TV, sem computador, praticamente sem Internet (consegui mandar algumas fotos pelo WhatsApp pra família e nada mais), sem notícias do mundo... Só eu e meu filhote (a maior parte do tempo) com momentos rodeados por mulheres e outros bebês e crianças.

Acho que o resultado final foi melhor que o esperado... Penso em planejar umas férias de Páscoa para 2016 no mesmo estilo... Unplugged! Mas que dessa vez Grazi também esteja livre pra curtirmos nossa família.


01 dezembro 2014

Com muito amor e carinho para a minha sogra

Muito obrigado por tudo Dona Carminha!

Muito obrigado por ter tido essa filha tão bonita e tão única com a qual eu me casei! Amo muito a sua filha, e sei por ela o quão você foi importante na educação dela, na formação da personalidade dela.

Muito obrigado por ter vindo nos ajudar no nascimento do seu netinho! Sei que para você a satisfação de carregá-lo no colo foi suficiente para justificar toda e qualquer situação pela qual tenha passado para estar aqui conosco!

Muito obrigado por nos proporcionar dias tão únicos e especiais nas nossas férias pré-nascimento de Gui em Setúbal! Nossos passeios, idas à praia, ao Cego, restaurantes, cinema, museus…

Muito obrigado por confiar em mim e em sua filha nas nossas escolhas quanto ao nascimento de Guilherme. Você bem constatou e testemunhava a todos que perguntavam que ele é realmente uma criança ótima!

Muito obrigado também por ficar do meu lado 90% das vezes nos pequenos desentendimentos que eu tive com sua filha enquanto você estava por aqui... Foi muito bom para ela ver que nós (eu e você) tínhamos muito em comum... E que ela ainda vai lembrar muito de você enquanto eu for “chato” com ela.

Muito obrigado por todo amor e carinho com seu netinho! Eu que sou testemunha desses três meses de relação vi o quão ele era especial para você... E o quão você era especial para ele! As fotos e vídeos que temos registrados nos ajudarão a contar todas as histórias curiosas desses três meses para ele… Assim, não precisa se preocupar que você nunca será esquecida!!!

Pequenos detalhes da vida, como olhar um céu limpo e observar as estrelas me fazem lembrar você... Coisas que aprendemos um com o outro, sonhos e desejos que compartilhamos... E que ainda ainda pretendo realizar!

Tenha a certeza que a falta e a saudade que você deixou é tão grande que nem se compara com o “trabalho” que você achava que dava!

Descanse em paz que eu seguirei cuidado muito bem da sua filha que eu amo tanto, e do fruto do nosso amor, seu netinho Guilherme!

04 dezembro 2012

Nossa "mudança" do apartamento...

Ontem entregamos as chaves do apartamento da "Calle Viscaya"...

A semana passada foi bastante movimentada com a mudança do essencial para a casa de Edu e do resto para um depósito, com limpeza do apartamento e com o desmonte e a venda das coisas que achávamos que era melhor vender que guardar.

Abaixo uma foto de Grazi com o que foi pro depósito...

Acho que a única baixa que tivemos na mudança foi que um dos três "crios" que temos na nossa ecosfera morreu. :(


25 novembro 2012

Traslado de Pudong para Suzhou


O voo pousou pontualmente no Aeroporto Internacional de Pudong (China). Depois de 11 horas de voo, nada melhor que espaço para poder se esticar em terra firme.

Depois de passar pela imigração sem maiores problemas, segui as indicações no aeroporto para os “Ônibus para Longa Distância” (em inglês, claro). A paranoia do turista estrangeiro que acha que pode estar fazendo besteira começa: “porque será que não tem mais ninguém vindo pra essa região do aeroporto?”

Observo um display com a lista de ônibus para longas distâncias: ônibus número 8 com destino a Suzhou. Preço: 84 Yuan! Acho o acesso à estação de ônibus...

Chego exatamente na hora do próximo ônibus. Passo pela verificação de bagagem (uma máquina de raios-x e um detector de metais)... Chego ao guichê e falo (o que eu imagino serem os fonemas de): “Suz-hu”. A moça me responde: “Su-Dzou?” teclando algo no caixa e aparece no display um, entre um monte de símbolos, um número 8 e um número 84! Não tem errada! O número do ônibus e o preço! Sinalizo positivamente e ela me vende a passagem para o próximo ônibus, que sairia em meia hora, e me apontou a sala de espera.

Existem dois portões de embarque. Em cada um tem um display com símbolos e com um horário. Nenhum mostra o horário do meu ônibus. Hora de relaxar um pouco. Ligo pra Grazi (e acordo ela pois são 07:20 em Barcelona) e digo que cheguei bem e estou a caminho do hotel.

Depois de quase meia hora de espera, aparece num dos displays “14:20”, o horário do meu ônibus... Observo as pessoas levantando e encaminhando-se ao portão... Sigo o fluxo, tentando parecer local, como se minha cara (com cavanhaque) não denunciasse o quão longe de casa eu estava.

O ônibus... Bem, vou chama-lo de marinete a partir de agora. A marinete não era nem nova, nem moderna. O motorista, “Marivaldo”, olhou minha passagem, apontou pr’eu colocar minha bagagem no bagageiro na parte de baixo da marinete e subir. Cinco pessoas (eu inclusive) entraram na marinete!

Observo a poltrona do motorista. Um balde daqueles plásticos grandes para tinta à direita... Provavelmente pras “escarradas”. Marivaldo, que fala “chongas” de inglês, entra, revisa uma papelada, dá a partida na marinete e arranca devagar.

Na saída da estação, um posto de segurança da polícia para a marinete, verifica o que acho ser a lista de passageiros, olha pra dentro da marinete, conta, devolve a lista pra “Marivaldo” e desce. Abrem o portão da estação... A viagem está só começando!

Minha primeira observação: quase todos os taxis são “Santana”! Sim, o bom e velho “Santana” da Volkswagen. Desde os primeiros modelos (mais quadradões) até os últimos vendidos no Brasil (talvez até mais modernos). Me lembrou a São Paulo de alguns anos atrás, onde fora de um aeroporto só se via taxis “Santana”.

Marivaldo faz um retorno à esquerda e, ao sair do retorno, pega a estrada, mantendo-se à esquerda (numa pista de três vias). Ele acelera até 100Km/h, coloca em ponto-morto, espera a velocidade chegar a 80Km/h, engata a marcha outra vez, acelera até 100Km/h... E fica nesse loop até que algum carro apareça diante dele. Ele então buzina efusivamente... Pelo menos umas três vezes... E se não saem da frente ele joga pra pista do meio, acelera e passa, voltando pra pista da esquerda. Na primeira vez que “Marivaldo” fez uma ultrapassagem dessas, ele quase acertou o muro à esquerda da pista, dando um baita susto em todos (os cinco) passageiros! Uma passageira chegou até a gritar. Observando um pouco mais, entendi o que havia acontecido: a direção tinha uma folga de uns 15 graus!!!

Tentando me distrair com a paisagem, observo a linha do Maglev (http://pt.wikipedia.org/wiki/Transrapid_de_Xangai) ao lado da linha do metrô (ambas em paralelo à estrada)... Vejo um Maglev passar... Mas “Marivaldo” se reta com os carros à frente dele e, pra não passar por cima, segue ultrapassando pela direita (depois de buzinar bastante).

Vejo todas as marcas de carro... Das mais luxuosas às mais normais... Observo um Astra do modelo novo que não é nem “Opel”, nem “Chevrolet”, nem “Vauxhall”... É “Buick” (http://en.wikipedia.org/wiki/Opel_Astra)!

Fui informado previamente que a duração da viagem seria de aproximadamente duas horas. Perto de terminar a primeira hora, chegamos à estação rodoviária do Aeroporto de Hongqiao, nossa primeira parada. Marivaldo desliga a marinete e desce. E com ela, me vem uma dúvida: quantas paradas esse ônibus vai fazer? Eu imaginei que ele pararia somente no centro Suzhou, onde pesquisei que ele pararia... Como vou saber qual é a minha parada?

Bem, graças à minha colega Sandra, que viajou a Pequim recentemente, eu levava comigo uma lista de lugares (a suposta estação de destino em Suzhou, o nome e o endereço do hotel, o nome das paradas de metrô e ônibus próximas ao hotel) com o nome em inglês à esquerda e o nome em chinês à direita (thanks google translator).

De antemão eu sabia que o Aeroporto de Hongqiao estaria mais ou menos à metade do caminho.

Depois de 5 minutos de espera, “Marivaldo” voltou. Entraram mais cinco passageiros. Marivaldo ligou a marinete e voltamos à estrada.

Depois de mais ou menos vinte minutos de estrada (com as buzinadas e ultrapassagens de “Marivaldo”) eu finalmente vi uma placa com o nome “Suzhou” dizendo que faltavam uns 64 quilômetros.

As placas dos carros por aqui são azuis com letras brancas. A única vez que “Marivaldo” tomou um “chega-pra-lá” na estrada, abriu passagem e ficou pianinho sem buzinar pra reclamar foi quando passava um Audi A6 preto com placa branca com letras pretas. Consultando a Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Vehicle_registration_plates_of_the_People's_Republic_of_China), veículos da polícia, militares e das forças armadas usam esse tipo de placa. “Marivaldo” é “brabo” mas não é burro não!

Alguns minutos mais tarde, entramos uma zona urbana. Procuro ler as placas com os nomes das ruas (as que tinham os nomes em inglês ao menos) e não reconhecia nada que fosse próximo ao hotel que eu me hospedaria.

Observo alguns passageiros arrumando suas coisas... A marinete para... “Marivaldo” diz algo... Abre a porta e desce. Três passageiros descem também. Fico um pouco apreensivo e mostro minha passagem a um rapaz que ainda estava na marinete acompanhado de uma mulher e uma criança de colo. Para minha sorte, ele fala comigo em inglês e me informa que aquela é uma parada fora do centro da cidade de Suzhou, e que se o hotel onde eu me hospedaria fica no centro histórico da cidade, certamente aquela não é a minha parada.

“Marivaldo” entra na marinete, fecha a porta e arranca... Mais uns 5 minutos vejo uma placa com indicação da rua onde fica o hotel! Imagino que a minha deva ser a próxima parada... A marinete entra na rua... E vejo o hotel! Beleza! A marinete ainda avança pela rua uns bons dois quilômetros e “Marivaldo” para e abre a porta. Mostro a ele o endereço que eu tinha anotado do lugar que me informaram como referencia (em chinês) e ele aponta pra uma loja do outro lado da rua. Perfeito!

Desço da marinete, pego minha mala, e vou caminhando até o hotel... Recebendo (lá ele) olhares de todos que passam por mim no sentido contrário... Olhares como aqueles que observam um “bicho” raro pela primeira vez...
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A viagem de volta para o aeroporto não teve muitas aventuras. O motorista do ônibus (esse sim posso chamar de ônibus) só acionou a buzina uma única vez!