30 maio 2009

Luiz Felipe (o bolo)

Depois de muito pedir, eis que chegou por e-mail enviado por minha Dinda Heló a receita do Luiz Felipe (o bolo)...

Esse bolo é famoso nas festas da família! Quanto não tem nem Luiz Felipe (o bolo) nem Pavê (o doce), suspeite!

Receita simples, ingredientes simples, mão à obra.

Comprei os ingredientes e uma batedeira... Esse primeiro bolo saiu caro... Teremos que fazer mais vezes pra poder amortizar o investimento na batedeira.

Quem operou mesmo a confecção do bolo foi Grazi, que me deixou de ajudante e documentarista do feito.



Grazi ia lendo a receita e fazendo o bolo e dizendo: “Hum... Eu acho que vai ficar bala!”



Depois de preparada a massa, tem que se fazer calda de açúcar pra misturar a ela...



Tudo devidamente misturado... Levamos ao forno!



E ai começou o problema dos marinheiros de primeira viagem: a que temperatura? Por quanto tempo? Como sei o ponto?

Bem, falha minha, Grazi por algumas vezes pensou em retirar o bolo do forno e eu olhava e dizia pra deixar um pouco mais. Resultado: o bolo passou um pouco do ponto. Mas mesmo assim ficou bom!



Numa avaliação geral, sabemos o que erramos no preparo e isso não acontecerá mais!

Dinda: manda a receita do filé de capote!!!

11 maio 2009

GP da Catalunha

Este final de semana eu fui para o GP de Fórmula 1 daqui da Catalunha!

Infelizmente, fui só! Não achei companhia...

Contudo, a experiência de ir ao autódromo, ouvir o ronco dos motores, a agitação do público (toda vez que mostravam o Hamilton no telão o povo vaiava)... Valeu!

Montmeló (cidade onde fica o autódromo) fica a uma estação de metrô e mais quatro estações de trem de onde vivo. Só para efeito de comparação, pra ir pra universidade eu passo por seis estações de trem... Ou seja, é pertinho de Barcelona.

A cidade (que eu já conhecia de outros eventos) se transforma num shopping, fica cheia de lojas de coisas da F1 e de barracas vendendo lanches.

O circuito não estava tão cheio no dia do GP, tinha 97000 pessoas, mas algumas arquibancadas pareciam vazias.

Ver Rubinho largar e ir pra frente foi sensacional... Mas a decepção com a má estratégia... Tsc tsc tsc...

Massa também não ia mal, mas no final, me fez quase ter vergonha e guardar minha bandeira do Brasil na mochila.

Nelsinho... Sem comentários.

Acho que o mais interessante foi ver que muitos torcedores levam toda a família (tinha muito carrinho de bebê por lá! Acreditem!) levam o isopor com a cerveja, o churrasquinho, sanduiches... Fazem a festa! Se divertem muito além da corrida (até porque durante o dia tem mais de uma corrida: tem GP2, tem Porsche Cup, etc.)...

Voltarei a ver uma corrida assim, ao vivo? Acho que sim... Mas só se for com a família e/ou os amigos, pra levar “a farofa e a galinha”!

16 abril 2009

Chuva de granizo

Na última quinta-feira, por volta das 16:30, eu havia voltado pra casa mais cedo porque fui visitar um apartamento para alugar...

Não, eu não fui despejado por Eduardo. Muito menos as coisas por aqui ficaram ruins. O que está acontecendo é que existe a vontade de buscar um espaço pra morar com Grazi... E a vontade é reciproca. Osplanos são pra buscar algo em agosto, mas desde agora eu já fuçava alguns anúncios... E este apartamento parecia seu muito bom, então resolvi ir visitá-lo... Mas essa história fica melhor em outro post...

Bem... Chegando em casa, esquentei uma comida e fui pra sala comer vendo TV (Lost)... Quando começo a ouvir a chuva.

Até ai, tudo bem... Mas começou um barulho de algo batendo na janela do meu quarto... Grazi já havia me dito que pela manhã havia chovido granizo onde ela trabalha... E quando eu cheguei à janela...



O mais curioso foi que quando eu terminei de gravar o vídeo, observei na rua que tinha gente olhando em quase todas as janelas! Engraçado como algumas coisas da natureza ainda chamam tanto a atenção das pessoas.

12 abril 2009

Mais uma vez, longe da família...

Hoje pela manhã, o telefone de casa tocou. Era “Call” ligando (número não identificado). Normalmente, quando “Call” liga significa alguém ligando do Brasil via algum tipo de VoIP. Era minha irmã, Gabi.

Engraçado como na hora o meu instinto já me disse que havia algo de errado. Falo muito com Gabi via Skype e MSN... Pra ela ligar pra mim, tão cedo no Brasil... Algo deveria ter acontecido.

A voz chorosa dela nem conseguiu disfarçar na hora de me dar a notícia: “Tio Zé Renato faleceu hoje pela manhã. Infarto. Minha mãe está lá no hospital. Se puder, ligue pra ela mais tarde.”

Nem conversamos muito. Desligamos.

A cabeça começou a funcionar, lembranças, associações... Chegou Grazi perto de mim e perguntou o que aconteceu... Eu contei...

Ela lembrou que ontem, por duas vezes, eu falei de tio Zé. Uma por ser um sobrevivente de um câncer no pulmão (coisa não tão comum)... Outra, por conta da música!

Tio Zé era um amante da música... Mas daqueles que entendia mesmo era de ouvir! Nada de tocar, nada de ter instrumentos, nada de ler partituras... Ele apreciava as melodias, as músicas das trilhas sonoras...

Aqui no meu blog, eu já havia citado tio Zé duas vezes: uma quando falei das memórias e lembranças que surgem em minhas viagens (veja aqui), quando vi em Antuérpia uma loja de itens para colecionadores de música (em 24 de agosto de 2008); outra quando escrevi sobre o falecimento da esposa dele, tia Gel (veja aqui) em 19 de agosto de 2008. Nos dois casos, eu já estava aqui em Barcelona.

Mais uma vez quem me deu a notícia foi Gabinha...

Falei com minha mãe por telefone pela tarde... Ela aparentemente estava forte falando comigo, mas desabou a chorar quando disse que “era algo que ninguém esperava”.

O falecimento foi um susto pra toda a família. Pensei muito na situação dos filhos dele... E também me lembrei de meu primo Alessandro, que também não mora mais no Brasil e tinha muita ligação com ele. A sensação de impotência nessas horas é muito grande.

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Lembrar de Tio Zé é me lembrar dos passeios de escuna pra Ilha de Maré quando eu era criança... É me lembrar dos aniversários dos filhos dele em parques de diversão... É me lembrar de meus primeiros contatos com um PC XT (ele teve um dos de 4,77Mhz e 640Kbytes de memória RAM)... É me lembrar de um sistema de som daqueles de dar inveja, e de muitos, muitos discos mesmo! É me lembrar de um sistema em Clipper encomendado por ele (o CDF, Cadastro de Discos e Fitas) que funcionava até recentemente (não sei se ele deixou de usar o CDF, mas me lembro de ter ido fazer manutenção na parte de impressão do sistema não faz muito tempo). Me lembrar da primeira vez que dirigi um "carrão" (um Monza dele). É me lembrar também de uma pessoa que sempre foi MUITO família, sempre buscava reunir os irmãos... Tenho a certeza de que minha mãe e suas irmãs sentirão muito a falta dele por tão presente que ele era.

20 março 2009

Vídeo-presente de Ana Carla...

Era uma vez, uma amiga que chegou de Salvador.

Ela comprou um notebook danado de porreta, e começou a explorar o coitado.

Então, ela resolveu aproveitar o tempo bom e comemorar o aniversário (nada de festa brega esse ano) com um piquenique no parque da cidade.

Aproveitando o momento, essa amiga tirou um monte de fotos de dois amigos apaixonados. Fotos bem "melosas"...

Pra terminar, essa amiga resolveu aprender a fazer vídeo no computador! Eis o resultado:



Valeu A.C.!