28 setembro 2008

Circuit de Catalunya

Bem, começando com as notícias daqui: está tudo bem, é chegado o outono, a temperatura já começou a cair, a vida segue sem muitas novidades.

Neste sábado fui conhecer, a convite dos amigos Guna e Natasha, o Circuito da Catalunha, onde ocorre o Grande Prêmio de Barcelona de Fórmula Um e acontecem também vários treinos das equipes da F1 fora da temporada (por causa do clima mais ameno).

O circuito fica somente a 30 quilômetros de Barcelona, numa cidade chamada Montmeló.

Chegando por lá, depois de passar pela “Avenida dos Campeões”, pelas arquibancadas fomos ao Paddok, onde havia algumas atividades para os visitantes. Dentre elas podíamos experimentar o Carver One.



Andamos pelos boxes, vimos Ferrari, Porsche e Audi passando a toda pelo retão. Fizemos também uma volta pela pista num ônibus (infelizmente, a 30Km/h). Até Maclaren tinha por lá:
Foi um passeio divertido! Certamente ficarei sócio também em 2009 (os sócios têm passe livre nas corridas, inclusive na de F1, e nos treinos), pois o preço da anuidade é quase igual ao peço do ingresso mais barato pra ver a corrida de F1.

Picasa SlideshowPicasa Web AlbumsFullscreen

16 setembro 2008

Nas Astúrias

O final da semana passada foi “feriadão” aqui na Catalunha (Diada).

Aproveitamos que Polho tinha um casamento para ir em Villaviciosa (no Principado de Astúrias) no sábado, alugamos um carro, fizemos uma reserva num albergue numa cidade próxima à do casório (no caso, em Gijón) e fomos (eu, Polho, seu Dudu e Dona Terezinha) numa jornada de pouco mais de 850 Km pela Espanha, passando no total por 7 comunidades autônomas: Catalunha, Aragão, La Rioja, Navarra, País Basco, Cantábria e Astúrias!

Cidades e regiões “famosas” por qual passamos (e só passamos mesmo): Zaragoza (capital de Aragão), La Rioja (região produtora de vinhos), Bilbao e Vizcaya (cidades do País Basco) e Santander (capital da Cantábria).

Começando pelo carro alugado: um Peugeot 207 4 portas, com motor 1.6 Diesel e (o filé da viagem) Cruise Control!

Na viagem, as estradas eram muito boas. Nenhum buraco, muito bem sinalizadas, algumas pedagiadas, sempre permitindo manter a velocidade máxima de 120 Km/h. Passávamos às vezes até mais de uma hora sem necessidade de pisar no acelerador ou no freio! Como o feriado era só na Catalunha, a estrada estava tranqüila. Saímos de Barcelona pouco depois do meio-dia.

A quantidade de paisagens vistas no percurso também impressionou bastante: em Aragão, a paisagem bastante plana e árida; as vinícolas de La Rioja, as montanhas no País Basco e as estradas entre o mar e as montanhas na Cantábria e nas Astúrias.

Detalhe: passamos pelo meridiano de Greenwich!!!

No caminho, muita conversa e, às vezes, algumas coisas muito estranhas! Alguém sabe me explicar o que a placa abaixo quer dizer?

Chegamos à noite em Gijón (cidade mais povoada das Astúrias), fizemos o check-in no albergue e fomos jantar. Chovia um pouco em Gijón (que é uma cidade litorânea). As Astúrias são conhecidas como a terra das sidras e do leite (e derivados) e da Favada (uma espécie de feijoada de feijão branco). O queijo Cabrales (muito forte) também é tido como típico da região. Comemos algumas tapas (incluindo o queijo Cabrales) e tomamos sidra! Como se toma a sidra talvez mereça um post à parte no blog! :)




Na sexta pela manhã, fomos conhecer Gijón e suas vizinhanças...

No primeiro parque que paramos, bonita paisagem, e uma narração ao longe... Fomos nos aproximando... Bem, era o último dia do Campeonato Mundial de Patinação de Velocidade!!!

Picasa SlideshowPicasa Web AlbumsFullscreen


Pela noite, fui com Polho a um jantar informal oferecido pelos noivos na véspera do casamento. Só pelo jantar já foi possível imaginar o quão divertido seria o casamento. Alguns amigos do noivo eram daquele tipo que zoavam de tudo e de todos, sempre fazendo festa! Comemos MUITO, bebemos bastante (ainda bem que o teor alcoólico da sidra é baixo, perto dos 6%).

No sábado, seu Dudu e Dona Terezinha resolveram descansar e ficar no Albergue mesmo. Eu fui levar Polho em Villaviciosa para o casamento (que começava às 12:30 e tinha programação até o jantar) e segui para alguns passeios (infelizmente sozinho) pela região (mais de 200 Km rodados neste dia).

Comecei pelo MUJA (Museu do Jurássico das Astúrias). O museu em si não era lá grande coisa, mas a localização dele era fantástica! As estradas costeiras pelas quais passei pra chegar até ele fazem parte de uma trilha do Caminho de Santiago... E tem vistas de tirar o fôlego! No MUJA, tive a sorte de acompanhar uma visita guiada pelo coordenador de pesquisa do museu. Foi realmente uma aula sobre a formação do continente europeu, onde estão os sítios arqueológicos, quais espécies podem ser encontradas, etc. Claro que o catiguria só falava em castelhano, mas eu entendia quase tudo! ;)

Picasa SlideshowPicasa Web AlbumsFullscreen


Do MUJA, ajustei o GPS (o melhor investimento que fiz pra vir pra Europa! Tem quebrado um galho da porra!) para Cangas de Onís, uma pequena cidade que é uma das bases para uma série de trilhas pelas montanhas das Astúrias, mas a primeira parada foi La Isla, uma prainha bonita que tinha um Hotel Bahia!!!

Picasa SlideshowPicasa Web AlbumsFullscreen


Ainda no caminho pra Cangas de Onís, subi até o Mirador del Fitu!

Picasa SlideshowPicasa Web AlbumsFullscreen


Desci até Cangas de Onís onde comi e fui até um posto de informação turística buscar um mapa turístico do Parque Nacional dos Picos da Europa. De lá, segui até os lagos nas montanhas do parque, a mais de 1200 metros de altitude!

Picasa SlideshowPicasa Web AlbumsFullscreen


Por fim, fui até outra cidade litorânea (nível do mar): Ribadesella. Fica na foz do rio Sella e tem apelo turístico (principalmente para turismo de aventura).

De volta a Gijón, fui levar as “crianças” pra jantar (Quebap! Durum!) num shopping perto do Albergue e fiquei aguardando Polho ligar para ir buscá-lo assistindo filme em meu notebook. Lá pelas 23:00 fui buscar Polho em Villaviciosa (e mais 50 Km rodados).

Domingo, dia de viagem de volta, fizemos um trajeto no inicio da viagem passando por La Isla e por Ribadesella para que seu Dudu, Dona Terezinha e Polho vissem algumas cidades que só eu tinha visto.

Pé na estrada novamente... Dia bonito, limpo, sem chuva, estrada tranqüila (só passamos por um acidente)...

Um Pit-Stop em Haro (La Rioja) para comer, e ver o final da corrida de Fórmula 1!

Picasa SlideshowPicasa Web AlbumsFullscreen


E antes das 21:00 já estávamos de volta a Barcelona!

15 setembro 2008

Mini-aula de história e geografia da Espanha

O final da semana passada foi “feriadão” aqui na Catalunha. No dia 11 de setembro é o Dia Nacional da Catalunha (Diada Nacional de Catalunya ou simplesmente Diada)... (to be continued)

Catalunha (http://pt.wikipedia.org/wiki/Catalunha)

A Catalunha (em catalão Catalunya) é uma comunidade autônoma da Espanha, situada a nordeste da península Ibérica. Ocupa um território de cerca de 32.000 km², limitada ao norte pela França e por Andorra, a este com o Mar Mediterrâneo, a sul com a Comunidade Valenciana e a oeste com Aragão. A capital da Catalunha é a cidade de Barcelona (onde vivo atualmente). A Catalunha é reconhecida como uma nação no seu Estatuto de Autonomia, enquanto que o artigo segundo da Constituição Espanhola se refere à nacionalidade, reconhecendo e garantindo o direito à autonomia da mesma. Na proposta do novo Estatuto de Autonomia, o Parlamento da Catalunha aprovou a definição da Catalunha como nação.

Tal como a Galícia, a Andaluzia e o País Basco espanhol, não é independente, mas tem autonomia nas suas decisões e cessão de competências exclusivas por parte do Estado. Possui também uma cultura diferenciada e reconhecida, e uma língua própria, o catalão. O catalão, de origem latina, está relacionado com o grupo galo-românico (fazendo a transição entre este grupo e o grupo ibero-românico, onde se incluem o castelhano, o português e o galego).

Diada (http://es.wikipedia.org/wiki/D%C3%ADa_Nacional_de_Catalu%C3%B1a)

Celebrada em 11 de setembro de cada ano, a Diada “comemora” a caída de Barcelona em 1714 nas mãos das tropas comandadas pelo Duque de Berwick durante a Guerra da Sucessão Espanhola (disputada entre 1702 e 1714, pelo direito de sucessão da coroa espanhola, depois da morte do último monarca da casa de Habsburgo, Carlos II de Espanha, sem herdeiros da Rainha, a qual pertencia à família real francesa, Maria Luísa de Orleans. A morte precoce de José Fernando da Baviera, Príncipe das Astúrias, levou ao trono espanhol Filipe V, neto de Luís XIV, segundo o testamento de Carlos II em 1700) em 11 de setembro de 1714.

Comunidades Autônomas da Espanha (http://es.wikipedia.org/wiki/Comunidades_aut%C3%B3nomas_de_Espa%C3%B1a)

07 setembro 2008

Uma vida em alta velocidade - Emerson Fittipaldi

O pai da pequena Laïs (desculpe, Beto, mas quando os filhos nascem, os pais perdem um pouco de suas identidades) me emprestou o livro Uma vida em alta velocidade, de Emerson Fittipaldi.

Sempre gostei de carros, e corrida de carros.

O livro (que ainda não terminei de ler) conta como, desde pequeno, Emerson se envolvia com o mundo das corridas: como mecânico, como piloto.

O que achei mais interessante do livro até agora é o contexto histórico dele. Como o livro aborda a falta de segurança que havia nos carros, tanto de corrida quanto de passeio (Emerson sofreu um acidente gravíssimo na Europa com sua primeira esposa numa estrada, e na época ninguém usava cinto de segurança).

Fala também de como era sair da Inglaterra de caminhão até a Itália, tendo que passar pelas fronteiras (com Bélgica, com Alemanha, com Suíça) que hoje já não existem.

Fala de muitos lugares que ele conheceu tendo que correr, pessoas, nomes consagrados para nós hoje que na época eram iniciantes...

Outra coisa curiosa da história contada é que morre muita gente nela, principalmente os pilotos! Era comum nas décadas de 60 e 70 que morressem pelo menos três pilotos por ano em acidentes fatais.

As mortes aconteciam devido à falta de segurança dos carros, unidos ao amadorismo na assistência (a segurança das pistas, equipe médica e equipe de apoio). Era comum na época que um piloto parasse para tentar salvar o que havia se acidentado.

Procurando no Youtube, achei um vídeo que mostra isso muito bem:



Nesse vídeo, o momento mais comovente é o que acontece a partir do segundo minuto (02:20 pra ser mais preciso)... Quando um piloto tenta desesperadamente salvar outro tentando desvirar o carro que começa a pegar fogo...

During the race, Williamson suffered a sudden tyre deflation, which pitched his car into the barriers at high speed and catapulted it 300 yards (275 metres) across the track, eventually coming to rest upside down against the barriers on the other side, during which his petrol tank had ignited while being scraped along the track. A fire began to take hold and Williamson was unable to extricate himself. Fellow driver and friend David Purley, although not a teammate of Williamson's, abandoned his own race in a desperate and valiant attempt to rescue him. Williamson had not been seriously injured by the impact, and was heard shouting to Purley to get him out of the car as Purley tried in vain to turn the car upright. Initially the commentators on Dutch TV, race control and some of the other drivers participating in the race assumed that it was Purley's car that had crashed and that the driver had escaped unharmed. As a result the race continued at full pace while Purley desperately tried to save the life of his friend.

The fire marshals stationed at the corner where the accident occurred were both poorly trained and badly equipped, and it was left to Purley to snatch the sole fire extinguisher and attempt to put out the fire. The marshals, who were not wearing flame retardant overalls, stood by as Purley tackled the fire, awaiting the arrival of the fire truck, which had to navigate across the track while the race was still in progress. There appeared to have been ample time to right the car and pull Williamson out, but as desperately as he tried, Purley was unable to do it by himself, and the marshals, in shirts and jackets, were unable to help due to the intense heat. With the fire extinguisher emptied and the car still burning upside-down, the situation became hopeless, and the distraught Purley was led away by a marshal. Some spectators, appalled at Williamson's plight, tried to breach the safety fences in order to help Purley, but were pushed back by track security staff with dogs. It was some eight minutes before the first fire truck arrived on the scene. By the time the car was eventually righted, and the fire extinguished, Williamson had died of asphyxiation.


Achei na Wikipédia um artigo que tem a lista de óbitos da Fórmula 1. Nela tem o link para a página com o artigo sobre o Roger Williamson (piloto que morreu).

Hoje certamente não existe mais esse companheirismo na Fórmula 1... É uma pena que com a melhoria da segurança se tenha perdido tanto do lado pessoal que havia nos tempos "aventureiros" das corridas.

01 setembro 2008

Sou (Marcelo Camelo)

Faz algumas horas que me recomendaram ouvir o novo CD do Marcelo Camelo.

Sou fã dos Los Hermanos! Não discuto nem desminto e quem me conhece sabe! A empatia com o trabalho deles foi grande... Mas quase sempre com os trabalhos capitaneados pelo Rodrigo Amarante.

Fui ouvir o CD, com um pouco de pré-conceito, confesso.

Já com o material em mãos, fiquei impressionado (positivamente) com a capa do CD:



Previsto para chegar às lojas a partir de 8 de setembro de 2008, o esperado primeiro CD solo de Marcelo Camelo, Sou, estampa na capa (à direita) minúsculo poema concreto de Rodrigo Linares. Sempre que a capa for posta de cabeça para baixo, o que se lê é nós em vez de sou.


Comecei a escutar o CD lendo na universidade. Artigos, matérias de jornal, e-mails... E eis que uma voz feminina em uma das músicas me chama a atenção! Me lembrou a voz da Kimya Dawson (http://www.kimyadawson.com/), uma artista que compõe e canta, cujo trabalho conheci através do filme Juno (http://www.imdb.com/title/tt0467406/).

Gosto de cantoras com voz ligeiramente rouca!

Ok! A partir de então o trabalho do Marcelo Camelo despertou a minha curiosidade. O nome da música é “Janta”, e a voz (juntamente com o violão folk) é da Mallu Magalhães (http://www.myspace.com/mallumagalhaes), de quem nunca havia escutado falarem.

O estilo da música me lembrou os trabalhos de Damien Rice (http://www.damienrice.com/) também, um artista folk que gosto muito. Inclusive algumas das músicas que mais gosto dele são as que ele faz dueto com Lisa Hannigan (Volcano, Cold Water, I Remember, 9 Crimes, Grey Room, Sleep Don’t Sweep).

Na terceira ou quarta vez que parei pra escutar a música, tomei o cuidado de achar a letra dela na internet para acompanhar:

eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir vontade

eu quis te convencer mas chega insistir
caberá ao nosso amor por o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente pra sentir saudade

paper clips and crayons in my bed
everybody thinks that I’m sad
i take my ride in melodies and bees and birds
will hear my words
will be both us and you and them together
i can forget about myself trying to be everybody else
i feel allright that we can go away
and please my day
I’ll let you stay with me if you surrender


Bem, o tema me fez pensar, refletir, lembrar… Me levou longe daqui... Me inspirou a escrever... Acho que isso acontecerá com todos que já tiveram que se afastar de alguém que amava (ou ama).

Voltando ao CD, ele é bom! Gostei. Tem músicas com melodias bonitas e interessantemente diferentes (bem a cara do Camelo).

Valeu pela dica, A.C.!